Rural

Exportações do agro gaúcho terminam semestre em queda

Dados foram divulgados nesta terça-feira pela Farsul, que apontou resultados positivos em junho

Farsul diz que houve aumento importante nas exportações de soja em grão
Farsul diz que houve aumento importante nas exportações de soja em grão Foto : Portos RS / Divulgação / CP

As exportações do agronegócio gaúcho sofreram quedas no valor apurado e nos volumes embarcados no primeiro semestre deste ano. Conforme a Federação da Agricultura do RS (Farsul), os embarques do agro no acumulado de janeiro a junho deste ano totalizaram 6,4 bilhões de dólares, valor 10,8% inferior ao do mesmo período de 2023. Em volume, foram negociadas 10 milhões de toneladas, retração de 2% em relação ao mesmo período de 2023.

Apesar do resultado negativo no semestre, segundo a Farsul, as exportações gaúchas cresceram 6,4% em valor e 8% no volume no mês de junho, na comparação com maio de 2024. Na comparação com junho do ano anterior, houve aumento de 1% no valor total, de US$ 1,24 bilhão de dólares para 1,26 bilhão de dólares, e de volume, passando de 1,6 milhão de tonelada para 1,8 milhão de tonelada. No período, o Rio Grande do Sul exportou 1,66 bilhão de dólares, sendo que o agro respondeu por 1,26 bilhão de dólares, 76% do montante. Em volume, o agronegócio representou 92% das exportações gaúchas.

Parceiros

Países da Ásia (sem o Oriente Médio) foram os principais parceiros comerciais do Estado, com 691 milhões de dólares e 1,3 milhão de toneladas. A Europa consumiu 198 milhões de dólares, sendo 156 milhões de dólares para a União Europeia. Na sequência, aparecem o Oriente Médio (105 milhões de dólares), América do Norte (101 milhões de dólares), América do Sul (74 milhões de dólares), África (42 milhões de dólares), Oceania (64,5 milhões de dólares) e América Central e Caribe (48 milhões de dólares).

Quanto aos países, a China aparece em primeiro lugar, com 470 milhões de dólares e participação de 37% no valor. Em segundo lugar, aparecem Bélgica (participação de 16,6%), Estados Unidos (6,5%), Índia (3,2%) e Coréia do Sul (2,7%).
A equipe econômica da Farsul destaca que houve um aumento importante nas exportações de soja em grão, o que demonstra a recuperação da safra depois de dois anos de estiagem. A entidade informou que os impactos da enchente ainda são presentes no setor de proteína animal. A produção de avicultura, suinocultura, abate e ração foram bastante afetadas, pois se localizam nas principais regiões afetadas pelo evento climático de maio.

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