Mesmo tendo sido festejado entre os pecuaristas brasileiros, o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), no dia 17 de dezembro, dividiu opiniões. O presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raças (Febrac), Marcos Tang, é favorável ao plano pois entende que o Brasil está se modernizando e se adequando às normas internacionais.
“É um exportador de carne e deve continuar abrindo novos mercados. A rastreabilidade passa a ser uma exigência para a segurança sanitária e de qualidade”, reconhece.
Tang defende, entretanto, algumas mudanças para a execução do programa. Para ele, a expertise técnica das associações que reúnem os produtores pode ser melhor aproveitada pelo governo federal.
“Defendo que as associações e seus quadros técnicos tornem-se agentes rastreadores. Claro, com treinamento e colocação de chip da União nos animais”, afirma.
O Plano Nacional terá implementação gradual e ocorrerá ao longo dos próximos sete anos. Entre 2024 e 2026, será construída a base de dados nacional. Entre 2027 e 2029, terá início a identificação individual dos animais, com a previsão de atingir todo o rebanho até 2032.
“A ideia dos agentes rastreadores acrescenta para as associações e para o Ministério que teria força de trabalho. Os técnicos já visitam uma enormidade de propriedades. O programa iria da porteira para dentro”, conclui.