Rural

Feira do Pêssego amplia horário de funcionamento

Produtores da Capital decidiram manter atendimento ininterrupto junto ao Mercado Público

Feira do Pêssego deverá permanecer pelo menos até dezembro no Largo Glênio Peres, junto ao Mercado Público
Feira do Pêssego deverá permanecer pelo menos até dezembro no Largo Glênio Peres, junto ao Mercado Público Foto : Poti Silveira Campos / Especial / CP

Aberta na última segunda-feira, dia 4, a Feira do Pêssego está funcionando diariamente durante 24 horas. Prevista inicialmente para encerrar às 20h, a feira teve o horário de operação estendido por decisão dos próprios produtores da fruta na Capital.

“É melhor permanecer aberto do que recolher e transportar a cada dia a carga de pêssegos”, explicou a fruticultora Giordana Piber, que também é secretária do Sindicato Rural de Porto Alegre.

Promovida pelo sindicato e pela prefeitura, por meio da Secretaria de Governança e Coordenação Política, a feira deverá permanecer no Largo Glênio Peres, junto ao Mercado Público, pelo menos até o início de dezembro. Há possibilidade de o alvará ser prorrogado até fevereiro para possibilitar a comercialização direta de outras frutas da época, como ameixas e uvas. De acordo com Giordana, os resultados têm sido muito bons até o momento.

No local, é possível encontrar as principais variedades de pêssego cultivadas em Porto Alegre, como Kampai, Beach e Rubimel. O atendimento é realizado por representantes das cinco famílias produtoras da Capital, incluindo a própria Giovana. Além da boa qualidade das frutas, os agricultores orientam o consumidor sobre as características de cada variedade.

Produção reduzida

De acordo com a Secretaria de Governança, utilizando dados disponibilizados pela Emater-RS/Ascar, os pomares de pêssegos da cidade estão concentrados no Bairro Vila Nova, na Zona Sul, ocupando uma área de seis hectares. A produção é classificada como baixa e deverá atingir, em 2024, 32 toneladas. Para que fossem considerados satisfatórios, os resultados precisariam somar entre 36 toneladas e 48 toneladas.

Os números ficam bem abaixo das 170 toneladas previstas pelo sindicato para a safra de 2022. Reproduzindo um fenômeno que ocorre em Pinto Bandeira, na Serra Gaúcha, e em Pelotas, na Região Sul do Estado, municípios que lideram a colheita nacional da fruta, o segmento vem reduzindo de tamanho a cada ano em Porto Alegre. Conforme Giovana, os agricultores têm preferido se dedicar a cultivos de manejo mais fácil, como a tangerina do tipo Ponkan.

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