Faltando poucos dias para o Natal, a fiscalização da produção de perus é uma das atividades que ganha destaque. Os Fiscais Estaduais Agropecuários fazem vigilância ativa nas granjas do Rio Grande do Sul, o segundo estado que mais exporta carne de peru. A ação tem como objetivo atestar para os países compradores que a produção gaúcha é livre de enfermidades como a doença de Newcastle e a influenza aviária.
O processo de produção se inicia com a certificação das matrizes e incubadoras e o registro das granjas. Os fiscais coletam sangue e outros materiais para controle de enfermidades, no acompanhamento da sanidade dos perus e no atendimento de notificações de doenças com potencial de epidemias ou risco para a saúde pública.
“O consumo de carne de peru no Rio Grande do Sul é mais restrito ao Natal, mas a defesa sanitária das granjas produtoras é uma atividade realizada de maneira contínua. Este trabalho é fundamental pois, devido ao ciclo de produção mais longo, se comparado às galinhas de corte, os perus têm mais risco de exposição à influenza aviária e doença de Newcastle”, explica o presidente da Associação dos Fiscais Agropecuários do RS (Afagro), Giuliano Suzin.
No Rio Grande do Sul, a atividade envolve 209 propriedades, incluindo 194 granjas comerciais de perus e 15 de reprodução, segundo dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Conforme o relatório anual de 2025 da Associação Brasileira de Proteína Animal (APBA), a produção de carne de peru é de 127,36 mil toneladas, sendo que mais da metade (50,38%) é destinada à exportação. Santa Catarina responde por 43,06% (27,6 mil toneladas) das exportações, enquanto o Rio Grande do Sul participa com 35,57% (22,8 mil toneladas) e o Paraná com 21,3% (13,6 mil toneladas).