Rural

Fiscalização assegura sanidade da produção de perus no RS antes do Natal

Atividade envolve 209 propriedades no Rio Grande do Sul

Ação tem como objetivo atestar para os países compradores que a produção gaúcha é livre de enfermidades
Ação tem como objetivo atestar para os países compradores que a produção gaúcha é livre de enfermidades Foto : Giuliano Suzin / Afagro / Divulgação / CP

Faltando poucos dias para o Natal, a fiscalização da produção de perus é uma das atividades que ganha destaque. Os Fiscais Estaduais Agropecuários fazem vigilância ativa nas granjas do Rio Grande do Sul, o segundo estado que mais exporta carne de peru. A ação tem como objetivo atestar para os países compradores que a produção gaúcha é livre de enfermidades como a doença de Newcastle e a influenza aviária.

O processo de produção se inicia com a certificação das matrizes e incubadoras e o registro das granjas. Os fiscais coletam sangue e outros materiais para controle de enfermidades, no acompanhamento da sanidade dos perus e no atendimento de notificações de doenças com potencial de epidemias ou risco para a saúde pública.

“O consumo de carne de peru no Rio Grande do Sul é mais restrito ao Natal, mas a defesa sanitária das granjas produtoras é uma atividade realizada de maneira contínua. Este trabalho é fundamental pois, devido ao ciclo de produção mais longo, se comparado às galinhas de corte, os perus têm mais risco de exposição à influenza aviária e doença de Newcastle”, explica o presidente da Associação dos Fiscais Agropecuários do RS (Afagro), Giuliano Suzin.

No Rio Grande do Sul, a atividade envolve 209 propriedades, incluindo 194 granjas comerciais de perus e 15 de reprodução, segundo dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Conforme o relatório anual de 2025 da Associação Brasileira de Proteína Animal (APBA), a produção de carne de peru é de 127,36 mil toneladas, sendo que mais da metade (50,38%) é destinada à exportação. Santa Catarina responde por 43,06% (27,6 mil toneladas) das exportações, enquanto o Rio Grande do Sul participa com 35,57% (22,8 mil toneladas) e o Paraná com 21,3% (13,6 mil toneladas).