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Frigorífico Marfrig demite 250 funcionários no Sul do Estado

Empresa alega redução do orçamento de animais para abate e admite readmissão num futuro próximo

Empresa alega redução do orçamento de animais para abate e admite readmissão num futuro próximo
Empresa alega redução do orçamento de animais para abate e admite readmissão num futuro próximo Foto : Carlos Queiroz / Especial CP
O frigorífico Marfrig demitiu 250 trabalhadores de uma das unidades do município de Capão do Leão. As rescisões dos contratos foram homologadas na tarde desta quinta-feira, na sub-sede do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentação (Sticap), localizada no bairro Jardim América. Segundo os funcionários, a notícia foi recebida com surpresa e espanto. Ao todo, 850 trabalhadores prestam serviços à empresa.

De acordo com o presidente do Sindicato da Alimentação de Pelotas, Lair Mattos, a empresa justificou que o motivo das demissões está associado à redução do orçamento de animais para o abate. No entanto, ainda existe uma possibilidade dos trabalhadores serem readmitidos, assim que o período de crise for superado.

Críticas às demissões

O principal problema apontado pelos funcionários foi a dispensa inesperada. Mattos disse acreditar que não houve uma preocupação por parte da empresa em buscar outras alternativas que evitassem um número tão grande de demissões. “Os funcionários que permanecem com os seus empregos firmados também estão prejudicados, já que devem trabalhar dobrado para suprir a demanda de serviços diários. Só o frigorífico que saiu ganhando neste caso.”

O presidente do Sindicato da Alimentação de Pelotas também criticou a postura da empresa, que para se instalar na região e gerar empregos foi beneficiada por isenção fiscal estadual e teve sua alíquota de ICMS reduzida de 7% para 3%. “O impacto social nesta região será arrebatador, 80% dos funcionários dispensados são do bairro Jardim América e muitos deles não possuem condições para arcar com despesas de transporte e alimentação para buscar emprego em outras localidades.”

Marfrig diz que demissões são “medida momentânea”

Segundo informações encaminhadas pela assessoria de imprensa do frigorífico Marfrig, as demissões de 250 funcionários do segundo turno da Unidade Industrial Capão do Leão II são uma medida momentânea, mas absolutamente necessária para a manutenção da estabilidade financeira daquela operação, e não representam intenção da companhia em encerrar as atividades industriais da unidade.

A nota informa ainda que as demissões foram comunicadas previamente ao sindicato local, bem como, a estimativa de que haveria em torno de 120 homologações. A unidade industrial Capão do Leão II tem capacidade instalada de produção de 600 cabeças de gado por dia e seguirá a operar com um turno e aproximadamente 600 funcionários.

A Marfrig opera no município de Capão do Leão com duas unidades industriais, Capão do Leão I e II, as duas arrendadas do Frigorífico Mercosul. A Unidade Industrial Capão do Leão I segue em funcionamento e assim que os preços entre a oferta de gado local e a demanda estiverem equalizados em patamares comercialmente aceitáveis a planta pode retomar a atividade plena de produção.

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