A produção de flores de forração para jardins, no Rio Grande do Sul, tem sido impulsionada pelas condições climáticas favoráveis do inverno, que beneficiam o desenvolvimento das espécies e reforçam a demanda por paisagismo em jardins residenciais e espaços públicos. Segundo o diretor do Núcleo de Produção da Associação Riograndense de Floricultura (Aflori), Jair Calsing, o período de temperaturas mais amenas é determinante para a qualidade das plantas.
“O clima de inverno favorece o desenvolvimento vegetativo e a formação mais uniforme das flores. São plantas que respondem melhor nesse período, chegando ao mercado com mais vigor e floração mais equilibrada”, afirma.
O ciclo das forrações de inverno começa em março, com produção de mudas, e segue até agosto, período de maior comercialização para jardins e paisagismo urbano. As temperaturas baixas permitem que variedades mais precoces cheguem ao mercado já com botões e flores formadas.
Segundo Calsing, o setor também vem incorporando variedades mais precoces e compactas, que chegam ao mercado com maior desenvolvimento floral e melhor resposta comercial. “São plantas que florescem mais cedo e já chegam com botões e flores formadas”, explica.
Entre as principais espécies cultivadas no período estão amor-perfeito, petúnias, cravina e boca-de-leão, amplamente utilizadas em projetos de paisagismo por sua adaptação ao frio e manutenção da floração durante o inverno.
A atividade tem forte concentração em Pareci Novo, principal polo produtor do Estado, responsável por cerca de 60% da produção gaúcha de forrações. Produtores da região relatam temporada positiva, com expectativa de crescimento em torno de 5%, embora sem dados consolidados para o setor no Estado.
Calsing salienta que é uma estimativa baseada na percepção dos produtores. “Os produtores têm dificuldade de falar em números. Alguns não têm dados consolidados da propriedade, outros são mais reservados. Mas, no geral, a perspectiva é positiva, com crescimento leve. O que vemos em Pareci Novo, que é o nosso principal polo, provavelmente se reflete em outras regiões produtoras do Rio Grande do Sul”, afirma.
Com a safra de inverno em andamento, os produtores já iniciam o planejamento da primavera, quando o clima segue sendo fator determinante para o desempenho da produção. A expectativa inicial é de manutenção de crescimento próximo ao registrado na estação atual.
