Pela manhã, haverá assembleia para definir como serão as manifestações durante a tarde. Segundo o presidente da Cooperativa Agropecuária Costa Doce, Pedro Paulo Barbosa, o bloqueio do Porto Seco, no km 725 da BR 290, ocorre por tempo indeterminado. O protesto começou na manhã de ontem.
O setor orizícola reivindica que a importação de arroz dos países do Mercosul seja suspensa por 180 dias, que as dívidas rurais sejam congeladas até 31 de outubro e que haja equalização do ICMS sobre o arroz entre os estados. Por enquanto, os produtores não receberam contato do governo federal ou de representantes do Palácio Piratini para negociar.
Uma das principais reivindicações é o aumento no preço mínimo da saca, que hoje vale R$ 25,80. O custo de produção, segundo a categoria, é de R$ 29 e, com isso, o produto nacional perde competitividade no mercado interno, já que o valor nos países do Mercosul é de R$ 18. Além disso, o trator produzido no Rio Grande do Sul custa R$ 130 mil para os agricultores brasileiros e R$ 70 mil para os argentinos.
De acordo com a categoria, a importação do arroz do Mercosul é usada como moeda de troca para que o Brasil possa exportar máquinas agrícolas. Os arrozeiros exigem medidas protecionistas, como o escoamento do excedente da produção e a criação de um preço meta.
