Rural

Fronteira entre Brasil e Argentina segue fechada em Uruguaiana

Arrozeiros permitiram que apenas veículos com crianças e doentes passassem pela aduana

Fronteira entre Brasil e Argentina segue fechada em Uruguaiana
Fronteira entre Brasil e Argentina segue fechada em Uruguaiana Foto : Jairo de Souza / Especial CP
Cerca de 3,5 mil arrozeiros continuam bloqueando o lado brasileiro da Ponte Internacional de Uruguaiana, na Fronteira Oeste. Durante a madrugada, apenas veículos com crianças ou pessoas em busca de atendimento médico puderam passar. Os pátios da aduana estão lotados de caminhões dos dois lados da fronteira. 

Pela manhã, haverá assembleia para definir como serão as manifestações durante a tarde. Segundo o presidente da Cooperativa Agropecuária Costa Doce, Pedro Paulo Barbosa, o bloqueio do Porto Seco, no km 725 da BR 290, ocorre por tempo indeterminado. O protesto começou na manhã de ontem.

O setor orizícola reivindica que a importação de arroz dos países do Mercosul seja suspensa por 180 dias, que as dívidas rurais sejam congeladas até 31 de outubro e que haja equalização do ICMS sobre o arroz entre os estados. Por enquanto, os produtores não receberam contato do governo federal ou de representantes do Palácio Piratini para negociar.

Uma das principais reivindicações é o aumento no preço mínimo da saca, que hoje vale R$ 25,80. O custo de produção, segundo a categoria, é de R$ 29 e, com isso, o produto nacional perde competitividade no mercado interno, já que o valor nos países do Mercosul é de R$ 18. Além disso, o trator produzido no Rio Grande do Sul custa R$ 130 mil para os agricultores brasileiros e R$ 70 mil para os argentinos.

De acordo com a categoria, a importação do arroz do Mercosul é usada como moeda de troca para que o Brasil possa exportar máquinas agrícolas. Os arrozeiros exigem medidas protecionistas, como o escoamento do excedente da produção e a criação de um preço meta.

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