A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) aguardava há quase 14 meses a concretização de um compromisso com o governo estadual para ter acesso a verbas acumuladas no Fundo de Desenvolvimento da Ovinocultura (Fundovinos). A entidade foi a vencedora do Edital de Chamada Pública lançado em setembro de 2023, quando apresentou propostas para a aplicação do dinheiro. Ontem, em ato com a presença do vice-governador, Gabriel Souza, e do secretário da Agricultura, Clair Kuhn, o presidente da Arco, Edemundo Gressler, e sua vice, Elisabeth Lemos, assinaram o termo de cooperação em que o Estado repassa R$ 5 milhões.
O presidente Gressler entende que o recebimento destes recursos significam a abertura de uma nova página na história da ovinocultura do Rio Grande do Sul, berço da atividade no Brasil. “Essa oportunidade para a ovinocultura é única, especialmente com o foco atual na produção de carne ovina, que hoje é o principal impulso para o crescimento do setor”, comenta. Segundo o dirigente, o Estado também tem a vantagem de ser o único do Brasil a produzir lã têxtil, sendo responsável por quase 8 milhões de quilos anualmente.
Gressler observa, no entanto, que é a carne ovina que está em pleno desenvolvimento e que é, sem dúvida, o grande foco de crescimento. "Hoje, em alguns municípios, é difícil até encontrar carne ovina no mercado. Isso demonstra o potencial de expansão que temos. Como produtor rural, posso expressar a felicidade e o orgulho de todos nós que estamos no campo, diariamente cuidando dos nossos rebanhos", enfatizou.
Conforme o secretário da Agricultura, Clair Kuhn, foi realizado um esforço conjunto significativo para mostrar que a ovinocultura é uma grande potência do Rio Grande do Sul "Agora, com esse recurso de quase R$ 5 milhões, vamos potencializar muitas ações e demonstrar a alta qualidade da nossa carne de ovinos, que pode competir com qualquer lugar do mundo. Essa parceria fortalecerá ainda mais o setor”, diz Kuhn. Para o secretário, no futuro, haverá mais novidades na cadeia produtiva, como a integração da ovinocultura com outras atividades pecuárias e o cultivo de oliveiras.
O vice-governador, que também é veterinário, avalia que, atualmente, a proteína de ovinos tem mais valor agregado no mercado. "O recurso do fundo pode auxiliar na capacidade reprodutiva do rebanho e aprimorar a qualidade da carne para fomentar a cadeia do setor”, conclui.
Os recursos liberados serão utilizados para o estímulo ao sistema produtivo da carne ovina, a elaboração e o fortalecimento de programas de certificações dos produtos originados no Rio Grande do Sul e da lã gaúcha; o melhoramento genético; a promoção e o apoio para exposições e feiras; e a realização de eventos técnicos ligados ao setor.