Rural

Plantações de soja iniciadas em novembro e do Centro-Oeste têm perdas maiores

Informativo Conjuntural da Emater-RS aponta que a condição de estiagem não é uniforme no Estado ou mesmo nos municípios

As plantações mais a Leste do território gaúcho apresentam menor estresse hídrico, inclusive aproximando-se de cenários climáticos normais, conforme a Emater-RS
As plantações mais a Leste do território gaúcho apresentam menor estresse hídrico, inclusive aproximando-se de cenários climáticos normais, conforme a Emater-RS Foto : Emater / RS / Divulgação / CP Memória

Os danos mais importantes à lavoura de soja em razão da estiagem que atinge o Estado há mais de um mês ocorrem na região Centro-Oeste, conforme a edição desta quinta-feira, 23, do Informativo Conjuntural da Emater-RS/Ascar. De acordo com o estudo, as áreas mais afetadas são aquelas semeadas no início de novembro, “que apresentam floração abaixo do esperado, queda de folhas e flores, resultando em perdas significativas de estruturas reprodutivas e potencial decréscimo na produtividade”.

Como verificado desde o início do fenômeno, a condição de estiagem não é uniforme no Estado e nem sequer nos municípios. As plantações mais a Leste do território gaúcho apresentam menor estresse hídrico, inclusive aproximando-se de cenários climáticos normais, conforme a Emater-RS.

“Especialmente nas regiões mais elevadas do Planalto e nos Campos de Cima da Serra, os volumes de chuva mais regulares têm contribuído para manter o potencial produtivo das lavouras mais próximo do projetado”, afirma o texto.

Na Fronteira Oeste, as chuvas escassas e mal distribuídas provocaram perdas de, em média, 35% “no potencial produtivo”, como ocorreu no município de Manoel Viana, ainda que algumas localidades tenham sido beneficiadas com precipitações de até 100 milímetros.

Em Santana do Livramento e Santa Margarida do Sul, as perdas alcançam 40%. Em Maçambará, que enfrenta a falta de chuvas há mais de 40 dias, as plantas morreram. Em São Gabriel, as perdas alcançam 25% em áreas onde não chove, há mais de três semanas. Os sistemas de irrigação enfrentam limitações devido à baixa disponibilidade hídrica.

Veja Também