A cidade de Porto Alegre foi anunciada como uma das selecionadas para integrar o Programa Nacional de Alimentação Escolar Agroecológico (PNAE Agroecológico). A iniciativa é do Instituto Comida do Amanhã, em parceria com o Instituto Regenera e o Instituto Fome Zero, com apoio do Centro de Excelência de Combate à Fome, do Programa Mundial de Alimentos da Organização das Nações Unidas e da Fundação Rockefeller.
O reconhecimento reforça o compromisso da capital gaúcha com a alimentação saudável, instituído pelo Plano Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável. O plano é executado pela Secretaria Municipal de Governança Cidadã e Desenvolvimento Rural (SMGOV). Na Capital, a participação dos produtores rurais no PNAE é organizada pela governança e executada pela Secretaria Municipal de Educação (Smed).
“Esta ação fortalece o nosso empenho em atender a legislação que torna a Zona Rural livre de agrotóxicos até 2032, além da emergência climática que estamos enfrentando. Temos realizado investimentos e um esforço enorme para incentivar a transição agroecológica, com foco em sistemas agroflorestais, entre os agricultores familiares e demais produtores rurais convencionais”, ressalta o titular da SMGOV, Cassio Trogildo.
“Porto Alegre é uma referência no que diz respeito à alimentação escolar. Só no ano passado, foram mais de R$ 26 milhões investidos. Mais de R$ 4 milhões desses recursos foram investidos em insumos da agricultura familiar e orgânica”, destaca o secretário municipal de Educação, Leonardo Pascoal.
A participação no PNAE Agroecológico vai garantir acompanhamento técnico e consultoria para qualificar as ações integradas que ocorrem no âmbito municipal, consolidar parcerias e garantir os impactos positivos na nutrição da comunidade escolar e na rentabilidade dos produtores rurais porto-alegrenses locais. O objetivo do programa nacional é assegurar um trabalho em conjunto com a gestão municipal e organizações locais para identificar oportunidades, desafios e mecanismos para ampliar a produção e oferta de alimentos agroecológicos direcionados às instituições de ensino.
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Ainda neste mês, ocorrerá a primeira reunião para estabelecer um plano de trabalho no ano de 2025, com a definição do cronograma de atividades e formalização dos compromissos institucionais necessários à execução da iniciativa, além do levantamento de informações, diagnóstico da situação local e definição de diretrizes para a implementação de um projeto piloto de 2026 a 2028.