Produtores pedem ao governo mais dez dias no calendário do trigo no RS

Produtores pedem ao governo mais dez dias no calendário do trigo no RS

Solicitação entregue pelo Senador Ireneu Orth ao Ministério da Agricultura provém da mobilização do SOS Agro RS, realizada no dia 4 de julho, em Cachoeira do Sul

Correio do Povo

Norma atual prevê semeadura do trigo até o dia 20 de julho na maioria das regiões do Estado

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O senador Ireneu Orth (PP-RS) solicitou, nesta terça-feira, 9, ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, prazo adicional de 10 dias para o plantio de trigo no Rio Grande do Sul, no contexto das regras de Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).

A iniciativa busca reduzir danos causados pelas enchentes de maio e a continuidade das chuvas nas áreas a ser implementadas e garantir a elegibilidade ao seguro rural.

“O pedido foi apresentado em função do clima, do excesso de chuvas, da falta de condições para semear a terra, que está muito úmida, e também pela falta de recursos dos produtores para aquisição de insumos”, explicou Ireneu Orth.

De acordo com o congressista, o período de prorrogação foi definido juntamente com agricultores presentes ao ato promovido, no dia 4, pelo movimento SOS Agro RS, em Cachoeira do Sul.

No documento encaminhado ao ministério, Orth justificou a solicitação destacando o papel estratégico dos gaúchos na produção nacional de trigo.

“O Rio Grande do Sul contribuiu com 2,89 milhões de toneladas em 2023, ficando atrás apenas do Paraná. Chegou a hora da União socorrer os triticultores. Trata-se de uma medida simples de efeito imediato”, ressaltou Orth.

O pedido foi encaminhado em caráter de urgência. A norma atual estabelece o dia 20 de julho como limite médio de plantio no Estado. Em algumas regiões, até o fim do mesmo mês. Com a mudança, o produtor teria até o dia 10 de agosto.

O que é o Zarc?

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático é um instrumento de política agrícola e gestão de riscos voltado para o campo. Na realização dos estudos do zoneamento, são analisados os parâmetros de clima, solo e ciclos de cultivares, considerando metodologia aprovada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A política é adotada pelo Brasil como referência desde 1996 e condiciona o acesso às políticas federais para a produção de alimentos.


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