O Programa de Aplicação Responsável (PAR), realizado pela área de Boas Práticas Agrícolas da Corteva Agriscience em parceria com a Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (Fepaf) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), capacitou, até junho, mais de 3,9 mil agricultores em todo o Brasil.
Em 2025, somente no Rio Grande do Sul, 350 aplicadores foram treinados de acordo com as instruções normativas da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).
Os módulos trazem orientações sobre o uso correto de defensivos agrícolas e de equipamentos de proteção individual (EPI), além de conceitos de boas práticas agrícolas na aplicação de defensivos, com objetivo de otimizar recursos, promover responsabilidade e eficácia nas aplicações e garantir a sustentabilidade do agronegócio.
“É fundamental que o agricultor conheça e adote boas práticas agrícolas. Ele precisa estar atento à tecnologia de aplicação, desde a escolha correta das pontas de pulverização, a calibração dos pulverizadores, os parâmetros meteorológicos da aplicação, como a temperatura, umidade, velocidade e direção do vento, assim como a atura da barra e a pressão de trabalho”, explicou Ulisses Antuniassi.
A manifestação ocorreu durante apresentação sobre o PAR, na manhã desta quarta-feira, 11, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Doutor em agronomia e especialista em tecnologia de aplicação de defensivos e agricultura de precisão, professor titular do Departamento de Engenharia Rural da Unesp, Antuniassi salienta a importância de o produtor seguir as orientações específicas de cada produto.
“Outro ponto fundamental é seguir estritamente o que está descrito na bula do produto, com instruções sobre a dose recomendada, classe de gotas, ponta de pulverização, limites meteorológicos e parâmetros operacionais, assim como o período propício do dia e outras indicações essenciais para o bom manejo do defensivo”, completa.
O Programa de Aplicação Responsável treinou cerca de 35 mil pessoas nos últimos 20 anos em todo o Brasil.
“Disseminar conceitos de boas práticas agrícolas, que ofereçam uma base teórica e prática focada no uso de recursos disponíveis de forma racional, é essencial para o produtor obter o máximo potencial produtivo da lavoura e promover a segurança de todos os envolvidos”, comenta Jair Francisco Maggioni, coordenador de Boas Práticas Agrícolas da Corteva Agriscience.
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