Rural

Projeto de IG do Queijo Colonial da Serra Gaúcha entra em nova fase

Indicação Geográfica pode demonstrar possíveis particularidades do queijo colonial da Serra Gaúcha

As análises deverão ficar prontas até o fim de setembro
As análises deverão ficar prontas até o fim de setembro Foto : Seapi / Divulgação / CP

A busca por uma Indicação Geográfica do queijo colonial da Serra Gaúcha passa por uma nova etapa. Agora, as agroindústrias envolvidas no projeto irão produzir queijos a partir de leite cru para revelar a microbiota deste território. Cada queijaria irá produzir cinco peças de queijo feitas especialmente para o projeto, do mesmo lote, do mesmo leite, que vão passar por análises microbiológicas, metagenômicas e físico-químicas, incluindo análises de umidade, pH, proteína, gordura e carboidratos. O último encontro preparatório com os produtores, para organizar esta etapa, ocorreu faz 10 dias na propriedade da Queijaria Bolson & Camêlo, em Caxias do Sul.

Além destas avaliações, a proposta prevê ainda a identificação de padrões internos consistentes do queijo e sua relação com práticas produtivas e condições locais e a pesquisa do vínculo entre o produto e o território. E, em paralelo, será feita também uma análise sensorial destes queijos com a equipe de gastronomia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

“A ideia é conseguir caracterizar este produto, o queijo colonial da Serra Gaúcha, que tem uma microbiota própria, que fornece estes aspectos diferenciados no território da Serra”, explica Danilo Gomes, coordenador do projeto pelo Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Alimentos e Bebidas (CEAB), de Caxias do Sul, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

As análises deverão ficar prontas até o fim de setembro, em função dos diferentes tempos de maturação dos queijos. O relatório final deve estar pronto até novembro.

Ao final de todo este processo, o coordenador do projeto afirma que será possível saber qual é a assinatura comum deste produto.

“Esta assinatura comum vai ser importante para o dossiê visando a Indicação Geográfica a ser protocolado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Para que possamos demonstrar possíveis particularidades do queijo colonial da Serra Gaúcha”, declara Danilo.

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