Cerca de 100 delegados reúnem-se ao longo desta quarta-feira para a 3ª Conferência Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário do Rio Grande do Sul, que ocorre no auditório do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA/RS), como mobilização para a etapa nacional, marcada para março de 2026. O evento consolida o trabalho das 19 conferências territoriais preparatórias, que reuniram mais de 450 participantes, incluindo agricultores, comunidades tradicionais, pescadores e assentados da reforma agrária, com o objetivo de fortalecer a participação da base e construir coletivamente políticas públicas para o campo.
Durante o dia, serão discutidas cerca de 450 propostas, que foram levantadas por mais de mil pessoas durante as reuniões. Entre elas, a principal temática está nas questões climáticas, na sustentabilidade e na resiliência do trabalho no campo, salienta o superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário no Rio Grande do Sul, Milton Bernardes.
Ele lembrou que, desde o retorno da pasta ao governo federal, o Rio Grande do Sul passou por muitas estiagens, ciclones e enchentes, com o maior desastre ocorrido em 2024. "A gente convive com as emergências climáticas há muitos anos. O que nos sinalizou as conferências territoriais? De que esse tema da questão ambiental, da sustentabilidade, da resiliência é muito importante".
O cenário também provoca reflexões sobre o modelo de sistema produtivo. "Essa quantidade de agroquímicos que a gente utiliza hoje na agricultura, e principalmente na agricultura básica familiar, é adequada? Esse é um tema para reflexão", pontua. Outras temáticas que também serão discutidas envolvem assistência técnica de extensão rural, reforma agrária, governança fundiária, transição agroecológica, a situação de povos e comunidades tradicionais, entre outros.
No estado, as reuniões preparatórias ocorreram em 18 territórios. "A conferência é o grande momento da gente pactuar o que foi construído na base, nos territórios, de nós pactuamos aqui e construímos enquanto proposta do Rio Grande do Sul para a conferência nacional", relata Bernardes.
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Ao final das etapas estaduais, um documento nacional de propostas será sistematizado e e debatido na 3ª CNDRSS, em Brasília. O objetivo é subsidiar a formulação e o aprimoramento de novas políticas públicas para o desenvolvimento rural sustentável e solidário, com base nas demandas e contribuições apresentadas em cada território.
3ª Conferência Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário do Rio Grande do Sul
kkk