Para celebrar seus 15 anos de fundação, a Associação dos Produtores da Rede Agroecológica Metropolitana (Rama) fará atividades especiais na 22ª Semana do Alimento Orgânico, de 23 a 30 de maio. A programação começa neste sábado (23), com uma ação na Feira Ecológica do Bairro Tristeza, em Porto Alegre, às 9h. Na oportunidade, além de conversas com a população sobre a importância da produção agroecológica, está prevista uma degustação de alimentos orgânicos certificados e a leitura de um manifesto da entidade. A feira será realizada na rua Jardim Igreja da Tristeza, das 7h às 12h.
Na terça-feira (26), a Rama e a Emater promoverão a 13ª Troca Anual da Arca de Sementes Berenice Antonini, na Granja Lia, na zona rural de Porto Alegre. O evento busca resgatar a prática da troca de sementes e preservar espécies de extrema relevância para a produção de alimentos.
Formada por produtores de Porto Alegre, Viamão, Gravataí, Glorinha, Cachoeirinha, Alvorada, Eldorado do Sul e Guaíba, a Rama tem por objetivo a certificação participativa da produção orgânica dos associados, por meio do Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade Orgânica (OPAC-RAMA). Dos 61 filiados, 58 já detêm a certificação.
Em visita à redação do Correio do Povo nesta quarta-feira (20), o presidente da entidade, Maurício Ricardo Rech; a vice-presidente, Rosane Fátima de Marco, e o extensionista da Emater Luís Paulo Vieira Ramos, colaborador técnico da Rama, destacaram a valorização do cultivo agroecológico, representado, na maioria, por pequenas propriedades familiares.
“No início, eram poucos agricultores que precisavam da certificação para poder comercializar em feiras. Hoje, a gente tem uma estabilidade de unidades de produção, de certificados. Às vezes algum sai, outro entra”, disse Rech.
Segundo o agricultor, os alimentos cultivados pelos associados são vendidos principalmente nas feiras do setor na Capital. A pequena escala de produção, observou Rech, ainda é um entrave para alcançar mais pontos de venda. Um número crescente de produtores vem investindo também no processamento dos orgânicos, criando pequenas agroindústrias como forma de agregar valor à atividade, destacou Rosane.
“Dentro da propriedade, temos como filosofia a economia circular. Tu aproveitas tudo. Por isso, a gente também tem uma diversidade imensa (de produtos), um portfólio muito diferenciado. E a aceitação do consumidor é muito grande por conta justamente desse diferencial”, afirmou ela.