Rural

RS tem finalista em campeonato de torra de café

Fase decisiva acontece de 11 a 13 de novembro na Semana Internacional do Café 2026

Jurados avaliaram a qualidade da xícara e a assertividade sensorial
Jurados avaliaram a qualidade da xícara e a assertividade sensorial Foto : Frame Criativo / Divulgação / CP

A Torrefação do Ano Brasil 2026 conheceu as 20 instituições finalistas na noite da última quarta-feira, 14, em Belo Horizonte, na Atilla Torradores, responsável pela organização do campeonato. Por intermédio do método de cupping ou prova de xícara (processo de avaliação sensorial), um corpo de juízes avaliou as amostras torradas pelas 161 instituições participantes. As 20 empresas mais bem posicionadas disputarão a fase final entre 11 e 13 de novembro, na Semana Internacional do Café 2026 (SIC), no Expominas, na capital mineira, no Espaço Torra Experience.

As finalistas são: Versado Cafés Especiais (PE), Café Goulart (MG), Struderia Café da Elaine Coffee Roasters (SP), Deslim Cafés (DF), Lutchi Cafés (SE), Estalo Cafes (RJ), Moinho de Ferro (MG), William & Sons Coffee Co (RS), Paiol Café Boutique (MG), deBongrado Cafés Especiais (MG), Currys (SC), D´Rocha Cafés (MG), Lalato Cafés Especiais (MG), Torrefação do Viajante (PR), Doc Brown (MA), Nerd Coffee House (PB), Café du Coin (PR), Guanabara (MG), Café do Príncipe (MG) e Rio Coffee House (RJ).

Na fase anterior, as instituições de 132 cidades do Brasil (com as cinco regiões do país presentes), receberam 1,5kg de dois cafés crus distintos (os dessa edição são da Fazenda Paraíso, do Grupo Diamante Cafés, localizada em Caparaó - MG) e realizaram a torra nas próprias corporações.

“As torrefações que chegam à final mostram que o bom resultado não depende de sorte. Elas acertaram o desafio em dois cafés diferentes, o Natural e o Cereja Descascado, que pedem tratamentos distintos. Cada grão tem origem, processo e caráter próprios, e o mestre que entende isso ajusta os parâmetros para valorizar o terroir daquele café, sem impor a ele um padrão único. Os jurados avaliaram a qualidade da xícara e a assertividade sensorial com os sabores declarados, como frutado, doce, floral ou noz e cacau. Chegar à final significa ler bem o café, conduzir a torra com intenção e repetir o acerto em perfis diferentes, ou seja, dominar o ofício e respeitar a identidade de cada um”, afirma Johann Emmerick, Diretor do Torrefação do Ano Brasil.

Nesta edição, o mestre da torrefação campeã terá vaga garantida no campeonato brasileiro de torra que acontecerá em 2028, organizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais - BSCA. As demais finalistas ganharão pontos junto à BSCA para utilizarem em inscrições de torneios.

Veja Também