Rural

RS espera ampliar exportações de ovos em até 15% neste ano

Projeção é da Associação Gaúcha de Avicultura, que aposta inclusive em mais negócios a partir do acordo União Europeia-Mercosul

Em 2025 as exportações gaúchas caíram 11% em volume, mas cresceram 28,4% em receita
Em 2025 as exportações gaúchas caíram 11% em volume, mas cresceram 28,4% em receita Foto : Paulo Lanzetta / Embrapa Clima Temperado / Divulgação / CP

O Rio Grande do Sul, que foi o principal estado exportador de ovos em 2024, no ano passado teve queda de 11% no volume de embarques, visto os embargos e suspensões provocados pelo caso de influenza aviária numa granja de Montenegro. Em 2025, foram 5.787 mil toneladas, ante 6.500 em 2024. Já a receita foi ampliada em 28,4%, de 17,017 milhões de dólares em 2024 para 21,852 milhões no ano passado.

Em volume, o Estado foi o quarto maior exportador, atrás, pela ordem, de Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais. E em receita, foi o segundo colocado, superado por São Paulo.

“O Rio Grande do Sul, como estratégia, optou a não exportar ovos para os Estados Unidos quando deu aquela abertura repentina, no final de 2024, início de 2025, porque não se sabia se ia ser uma ação duradoura, mais pela questão da recuperação dos Estados Unidos da situação da influenza aviária”, explica o presidente-executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos.

“Mas acabou que com que veio o ‘tarifaço’ e então estancou aquela exportação acirrada de ovos que estava saindo do Brasil. Então, isso já gerou um excedente no mercado interno. Mas o Rio Grande do Sul como não exportou acabou passando com equilíbrio essa fase”, complementa.

“Mas a perspectiva para 2026 no setor como um todo, não havendo problemas sanitários, não havendo a questão climática que de 2024 impactou drasticamente regiões de potencial produção do Estado, como o Vale Taquari, a tendência é o setor ocupar um espaço maior e crescer na ordem em torno de no máximo uns 10%, 15% na exportação”, projeta.

“E também torcemos pela pela definição do acordo Mercosul União Europeia, onde já tem a possibilidade do Brasil exportar ovos para a União Europeia”, complementa.

Emergente

“Com o leque de mercados que já temos de exportação, (como) Japão, alguns países do Oriente Médio, África, entrando União Europeia, Chile… a produtividade garante um abastecimento contínuo dos demandadores”, garante.

“O ovo tem sido emergente no agronegócio brasileiro, tem se modernizado, automatizado, produzido novos produtos, suplementos alimentares, atendendo o mundo fitness, o mundo do esporte.”

Santos revela ainda que o setor gaúcho ainda aguarda a retomada do mercado do Chile, que logisticamente é muito viável ao Rio Grande do Sul. “Mas é uma retomada lenta. A gente não consegue implantar o ritmo que nós estávamos até meados de 2024”, avalia. E quanto a este ano, o dirigente se mostra otimista.

“As nossas exportações também devem crescer em faturamento, em receita, e ter uma queda nos volumes, até porque, o que eu justifiquei da nossa não exportação para os Estados Unidos, da retomada gradativa do Chile, de alguns outros embargos que tivemos durante o processo da influenza aviária, então isso desacelerou um pouco o nosso volume de exportação”, analisa.

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