O mercado do boi gordo nesta semana foi marcado por ajustes positivos para as cotações.
Houve valorização na modalidade de comercialização por peso de carcaça, enquanto na categoria das fêmeas observou-se aumento nos preços pagos por peso vivo, apurou o Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (NESPro), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), em sua Análise Semanal de Preços do Gado Gordo e de Reposição.
“Esse cenário permanece sustentado pela entressafra no Rio Grande do Sul, período caracterizado pela menor oferta de animais terminados para abate. Com a disponibilidade mais restrita, as indústrias encontram maior dificuldade para compor suas escalas, o que consequentemente, reflete preços mais firmes ao produtor”, destacou o boletim desta semana.
Já no mercado de reposição, a semana apresentou algumas variações de preços. “Ainda assim, a demanda por terneiros e terneiras permanece elevada, demonstrando o otimismo dos pecuaristas e sustentando expectativas favoráveis para as próximas semanas”, esclareceu o NESPro.
RS: modalidades
Boi gordo a peso de carcaça: + 2%
Vaca gorda a peso vivo: + 7%
Terneira: + 7%
Novilha: – 3,9%
Novilho: + 0,7%
Desaceleração chinesa
Em nível nacional, conforme o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, na parcial de junho o mercado do boi gordo segue pressionado, mesmo diante de um cenário internacional de estoques globais de carne bovina nos menores níveis desde 2006 e preços externos próximos das máximas históricas.
“Parte desse movimento está relacionada à desaceleração das compras chinesas, uma vez que o Brasil já cumpriu cerca de 65% da cota de exportação destinada ao país asiático até maio, com expectativa de atingir o volume total já em julho, levando frigoríficos exportadores a reduzirem o ritmo de aquisição de animais”, justificou o comunicado do Cepea.
Conforme o Centro, no mercado doméstico as condições climáticas típicas do inverno começam a reduzir o desenvolvimento das pastagens no Centro-Sul, mas a oferta segue “relativamente confortável”, uma vez que muitos pecuaristas ainda mantêm animais terminados a pasto disponíveis para venda.
“Além disso, o atual momento do ciclo pecuário, ainda que influenciado pelo elevado abate de fêmeas nos últimos anos, mantém disponibilidade suficiente de animais, especialmente em regiões com maior participação de confinamento”, complementa.
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