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Seminário vai debater alternativas para desenvolvimento do olivoturismo

Bagé sediará o primeiro encontro sobre o tema e reunirá produtores, setor público e acadêmico

Aa abertura das propriedades, olivais e lugares para visitação e uso de estruturas de fazendas como hospedagens ainda é uma alternativa embrionária
Aa abertura das propriedades, olivais e lugares para visitação e uso de estruturas de fazendas como hospedagens ainda é uma alternativa embrionária Foto : Kaleu Wildner / Divulgação / CP

O cenário atual e as perspectivas para crescimento do setor serão debatidos, no próximo dia 4 de dezembro, no 1° Simpósio Nacional de Olivoturismo. Além de produtores do Brasil e do Uruguai, o encontro reunirá o meio acadêmico e o setor público, em Bagé (RS).

Conforme a vice-presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Solange Neves, a abertura das propriedades, olivais e lugares para visitação e até mesmo o uso de estruturas de fazendas como hospedagens, ainda é uma alternativa embrionária.

“A cada ano nós temos, em média, de duas a três propriedades abrindo até o momento, para o olivoturismo. Isso deve melhorar à medida em que o setor tiver uma boa safra, pois as questões andam juntas”, afirma Solange.

Solange diz, ainda, que o simpósio busca demonstrar que o Rio Grande do Sul tem toda uma beleza para ser explorada como a Serra, o Pampa, o Planalto, e que o Brasil tem uma região para as pessoas visitarem e conhecerem também pela Oliva.

Inclusa nas ofertas de agências de turismo, a Rota das Oliveiras, instituída por lei estadual em 2019, reúne os municípios de Bagé, Barra do Ribeiro, Cachoeira do Sul, Caçapava do Sul, Camaquã, Candiota, Canguçu, Dom Feliciano, Dom Pedrito, Encruzilhada do Sul, Formigueiro, Hulha Negra, Pantano Grande, Pinheiro Machado, Piratini, Restinga Seca, Rosário do Sul, Santa Margarida do Sul, Santana do Livramento, São Gabriel, São João do Polêsine, São Sepé, Sentinela do Sul e Vila Nova do Sul. Algumas abrem as porteiras para que visitantes apenas passem o dia com refeições; outras já têm hospedagem. Além disso, está em desenvolvimento um empreendimento próximo a Pinheiro Machado, onde haverá um complexo hoteleiro.

Apoio do setor público

O Ibraoliva estima que o crescimento do olivoturismo ajude a viabilizar economicamente os olivais, especialmente nas fases iniciais, e contribua para a economia local. A vice-presidente pontua, contudo, que é preciso apoio do setor público.

“Com melhor infraestrutura, de tecnologia, de estradas, e isso nós temos buscado: um desenvolvimento sustentável das regiões através de infraestrutura para que se possa promover o olivoturismo, por todo o Brasil”, conclui.

O 1° Simpósio Nacional de Olivoturismo tem patrocínio de Banrisul, Sindicato das Empresas de Turismo do Rio Grande do Sul e Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul.

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