Para o presidente do grupo SLC, Eduardo Logemann, o futuro se planta agora. Ele ministrou a palestra tema “SLC 80 anos: fazendo história no campo” no evento semanal, Tá na Mesa, na Federasul. Em Porto Alegre, nesta quarta-feira, dia 18, recordou a trajetória familiar que teve início no Rio Grande do Sul em 1912, na cidade de Horizontina e a fundação da empresa em 1945, além da produção da primeira colheitadeira automotriz do Brasil em 1965. Passadas várias décadas, a empresa foi evoluindo e se reinventando, investindo na área de grãos. Atualmente, mira sua expansão sustentável sobre áreas já consolidadas a serem adquiridas ou arrendadas e também em extensões de pastagens degradadas no país, aposta em robôs, biofábricas e pulverização autônoma.
“Sonhamos em chegar a 1 milhão de hectares plantados”, afirmou no evento.
Segundo Logemann, a meta não está fora de alcance uma vez que o grupo SLC soma 833 mil hectares previstos de cultivo entre soja, milho e algodão na safra ciclo 2025/2026. Mas o presidente reforça que o compromisso da holding familiar com capital aberto é com uma expansão sustentável.
“Nós sempre acreditávamos no agro desde quando meu pai fez a primeira colheitadeira”, explicou, referindo-se a uma época anterior ao termo “agronegócio” se popularizar.
Aos 80 anos, o grupo SLC colhe frutos. No ano passado, a empresa gaúcha faturou R$ 6.9 bilhões, com atuação em oito estados do país, operando em 26 fazendas com práticas sustentáveis e tecnologia de ponta. “Nenhum país no mundo tem a capacidade agrícola que o Brasil tem e poucos países desenvolvem suas lavouras como nós, em regiões de clima tropical, que é propício para o plantio”, destacou.
Durante o evento, o presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, entregou uma placa alusiva aos 80 anos da empresa para Logemann.