Entre os destaques do 3° Congresso Cerealista Brasileiro, encerrado, nesta sexta-feira, em Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, estão os debates sobre os avanços dos biocombustíveis a partir de grãos e os desafios enfrentados pelos produtores, como demanda de armazenagem. “São temas que preocupam muito o setor, como a falta de armazenagem, como a falta de segurança jurídica. Tratamos também do tema dos reflexos nas empresas, do volume de recuperação judicial dos produtores. Isso acaba tirando a condição financeira das empresas”, observou o presidente da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), Jerônimo Goergen. Ele defendeu o apoio urgente aos produtores.
O evento contou com lideranças do agronegócio, especialistas e representantes do setor público e reuniu uma agenda de temas que envolvem os cerealistas, incluindo soluções. Goergen avaliou que a programação, iniciada na quarta-feira, superou as expectativas. “Tivemos mais público do que esperado. Fizemos um debate com o setor público e o privado. Dentro desses pontos, eu considero de extrema relevância a consolidação da imagem da Acebra como entidade representativa do setor”, afirmou, lembrando que, quando assumiu a gestão, havia quatro estados representados e hoje são 12. “É um motivo de muita alegria para nós, porque nos permitiu, inclusive, discutirmos nas esferas judiciárias como STF, STJ, que nos torna realmente uma entidade nacional.” A Acebra completa duas décadas de existência neste ano.
Debates
Na pauta, foram tratados assuntos como governança da inteligência artificial no agronegócio, boas práticas, futuro da inovação no campo e crédito. Dentre os destaques, o presidente da entidade, citou a evolução da quarta geração de biotecnologia produzida 100% no Brasil.
Também houve espaço para tratar das relações entre Brasil e China no agronegócio, o cenário dos investimentos públicos e privados em transporte e armazenagem e o futuro da infraestrutura e da logística. Gargalos e demandas foram enumeradas, assim como mudanças culturais do setor. O mercado de capitais e a tributação do setor cerealista estiveram na pauta. Outro tema foi o empreendedorismo feminino.