Saúde

Intoxicação alimentar: por que os casos aumentam no calor? Veja como prevenir

Sinais geralmente surgem poucas horas após a ingestão do alimento contaminado, mas podem levar até alguns dias

Intoxicação alimentar pode provocar náuseas, vômitos, dor abdominal, diarreia, entre outros sintomas
Intoxicação alimentar pode provocar náuseas, vômitos, dor abdominal, diarreia, entre outros sintomas Foto : Marcos Santos / USP Imagens / CP

Neste domingo, 21, começa oficialmente o verão o hemisfério sul. Com a chegada das altas temperaturas, as praias e parques ficam lotados, mas uma convidada indesejada costuma marcar presença frequente: a intoxicação alimentar. O aumento do calor não é apenas um convite ao lazer, mas também o cenário ideal para a proliferação acelerada de bactérias, fungos e vírus nos alimentos.

O principal motivo para o aumento de casos no verão é a temperatura. A maioria dos microrganismos prejudiciais à saúde humana se multiplica rapidamente em temperaturas entre 5°C e 60°C. Em dias de calor intenso, um alimento deixado fora da geladeira por apenas duas horas pode se tornar um foco perigoso de contaminação.

Além disso, o hábito de consumir alimentos em quiosques de praia ou de vendedores ambulantes — onde a refrigeração e a higienização das mãos nem sempre são adequadas — eleva drasticamente o risco.

Especialistas explicam que microrganismos como Salmonella, Escherichia coli e Staphylococcus aureus se proliferam mais rapidamente em ambientes quentes e úmidos. Eles reforçam que alimentos deixados fora da refrigeração por longos períodos, comuns em churrascos, festas ao ar livre e praias, tornam-se um terreno propício para contaminações.

O aumento do consumo de alimentos crus ou malcozidos, como maioneses caseiras, frutos do mar e carnes mal passadas, também contribui para o problema.

Sintomas mais comuns

Os sinais de intoxicação alimentar geralmente surgem poucas horas após a ingestão do alimento contaminado, mas podem levar até alguns dias. Entre os principais sintomas estão:

  • Náuseas e vômitos;
  • Diarreia (em alguns casos com sangue ou muco);
  • Dor abdominal e cólicas;
  • Febre;
  • Mal-estar e fraqueza.

Em crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas, o quadro pode evoluir para desidratação grave e exigir atenção médica imediata.

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Fique atento aos cuidados essenciais

Para aproveitar a estação sem sustos, a prevenção começa na escolha e no manuseio do que comemos:

  • No mercado: deixe os itens refrigerados e congelados por último no carrinho.
  • Na cozinha: lave bem as mãos e evite a "contaminação cruzada" (usar a mesma faca para carne crua e legumes).
  • Na praia: prefira alimentos industrializados e lacrados ou frutas que você mesmo descascou.
  • Armazenamento: não deixe comida pronta em temperatura ambiente por mais de uma hora em dias quentes.

Tratamento

Na maioria dos casos, o tratamento é simples e baseado em repouso e hidratação para evitar a desidratação causada por vômitos e diarreia. A ingestão de água, soro de reidratação oral e líquidos claros é fundamental. Medicamentos só devem ser usados com orientação médica, já que alguns antidiarreicos podem agravar o quadro.

A procura por atendimento de saúde é indicada quando os sintomas são intensos, persistem por mais de dois dias, há presença de sangue nas fezes, febre alta ou sinais de desidratação.

Com temperaturas cada vez mais elevadas, a atenção aos cuidados com os alimentos se torna essencial. Pequenas atitudes no dia a dia podem evitar problemas de saúde e reduzir os casos de intoxicação alimentar durante o verão.