Representantes do Sindisaúde Vale do Sinos, do Sindicato dos Enfermeiros do Rio Grande do Sul (SERGS) e do Sindicato dos Farmacêuticos do RS (Sindifars), participaram na última quarta-feira de uma audiência de mediação no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4), em Porto Alegre, para tratar dos atrasos recorrentes no pagamento de salários, férias, verbas rescisórias e FGTS dos trabalhadores da Fundação Hospitalar Getúlio Vargas (FHGV), que atuam no sistema de saúde de Sapucaia do Sul.
A mediação foi conduzida pelo desembargador Cláudio Antônio Cassou Barbosa e pela juíza auxiliar Maria Teresa Vieira da Silva. Durante a audiência, a Fundação informou que os salários e as férias vêm sendo pagos conforme o ingresso de repasses federais, estaduais e municipais. No entanto, reconheceu a existência de 225 rescisões em aberto, além de atrasos nos depósitos de FGTS.
A gestão da Fundação anunciou que pretende iniciar ainda neste mês o pagamento das rescisões de menor valor, sem apresentar previsão concreta para a quitação das rescisões de valores mais elevados, alegando insuficiência de recursos. Também foi informado que a instituição busca um novo parcelamento do FGTS junto à Caixa Econômica Federal, situação que segue sendo questionada judicialmente.
Diante desse cenário, o presidente do Sindisaúde Vale do Sinos, Andrei Rex, reafirmou o comprometimento na defesa dos trabalhadores, destacando que não aceitará a normalização dos atrasos nem o descumprimento sistemático dos direitos trabalhistas. Rex reforça que o Sindicato seguirá mobilizado, atuando nos campos jurídico, institucional, até que todos os débitos sejam regularizados e os direitos integralmente garantidos.
Também serão solicitadas informações sobre a formação e o andamento do Comitê Estratégico de Análise da Despesa de Saúde, criado por decreto municipal, cuja atuação é fundamental para dar transparência e respostas efetivas à crise enfrentada pelos trabalhadores da Fundação.
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