Quase dois meses após a madrugada em que o produtor de morangos de Pelotas, Marcos Nörnberg, foi morto durante ação da Brigada Militar, a viúva, Raquel Motta Nörnberg solicitou uma audiência com o governador Eduardo Leite. O objetivo do encontro é entregar o resultado de um abaixo-assinado, que coletou de forma virtual 25 mil assinaturas em todo o Estado, solicitando que policiais militares utilizem câmeras corporais durante o horário de trabalho.
“A ideia é que exista uma obrigatoriedade no uso do equipamento. Não adianta comprar as câmeras e não utilizá-las, por isto precisamos de uma lei que seja aprovada regulamentando isto, o mais rápido possível, para que novos episódios, como o que ocorreu com a minha família, não se repitam”, justifica.
Na manhã desta quarta-feira, Raquel recebeu a confirmação de que foi registrado o pedido de audiência. “O que me preocupa é que estamos em um ano eleitoral e entrará outro governador em janeiro, o que pode fazer com que a ideia do uso de câmeras não se torne uma realidade”, afirma. Sobre as investigações, que foram prorrogadas tanto na Corregedoria da Brigada Militar quanto na Polícia Civil, a viúva acredita que a demora ocorre pelo caso envolver policiais militares.
Havia a previsão de uma reconstituição dos fatos no local, o que até o momento não ocorreu. “No próximo domingo completam dois meses daquela madrugada e ninguém nos procurou para agendar a reconstituição. Como já ouviram todos os envolvidos acredito que tiveram tempo para nos dar uma resposta sobre o que aconteceu”. A titular da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) de Pelotas, delegada Walquíria Meder, disse que aguarda resultados da perícia para concluir a investigação, o que deve ocorrer nos próximos dias.
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