Rural

Alunos de escolas agrícolas terão vitrine técnica na Expointer

Trabalhos serão expostos na feira de 31 de agosto a 4 de setembro, na Casa da Agptea, com foco em inovação aplicada ao setor produtivo

Os trabalhos dos alunos vão mostrar inovação aplicada ao setor produtivo
Os trabalhos dos alunos vão mostrar inovação aplicada ao setor produtivo Foto : AgroEffective / Divulgação / CP

Dez projetos de escolas técnicas agrícolas do Rio Grande do Sul foram selecionados para a Meta 2026, a Mostra de Educação Profissional de Escolas Técnicas Agrícolas, e serão apresentados durante a Expointer, na Casa da Agptea, a Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola.

Os trabalhos mostram inovação aplicada ao setor produtivo e passarão por nova classificação para participação na Mostratec e em feiras fora do Brasil. Cada escola terá dois alunos e um professor na mostra.

A iniciativa é da Agptea, em conjunto com a Superintendência da Educação Profissional do Estado do Rio Grande do Sul (Suepro/RS).

As escolas participantes foram divididas em dois grupos de cinco cada um. O primeiro apresentará seus trabalhos nos dias 31 de agosto e primeiro de setembro entre 9h e 17h. O segundo grupo fará a exposição dos projetos nos dias três e quatro de setembro, no mesmo horário.

O coordenador da Meta, Carlos Fontoura, conhecido como professor Carlão, destaca que a iniciativa está baseada na integração entre escolas agrícolas, setor produtivo e entidades parceiras, com foco na inovação aplicada. Segundo ele, a proposta se estrutura no que define como “ciclo da aprendizagem ativa”, que organiza o processo formativo em cinco etapas.

A primeira é a teoria, desenvolvida em sala de aula com a qualificação dos docentes. Na sequência, ocorre a problematização, com a identificação de demandas reais do contexto agrícola regional. A terceira etapa é a experimentação, que envolve o planejamento e a execução de estudos controlados, com coleta de dados.

Depois, vem a análise dessas informações, com rigor científico, e, por fim, a comunicação dos resultados, considerada pelo coordenador como essencial para a formação de profissionais da área técnica.

Fontoura ressalta ainda que o modelo inclui roteiros práticos de implementação para gestores e professores, com ações como alinhamento docente, oficinas de metodologia científica, integração curricular e acompanhamento contínuo do processo de aprendizagem.

Também estão previstas a conexão com atores externos, parcerias com instituições de inovação e a realização de visitas técnicas e encontros com profissionais do setor.

Para o coordenador, os projetos desenvolvidos ao longo do ano letivo e apresentados durante a Expointer têm potencial de impulsionar um novo ciclo na educação técnica agrícola.

“A proposta é atuar como catalisador desse processo, mantendo o ensino técnico do Rio Grande do Sul como referência”, afirma. Ele acrescenta que a iniciativa reforça o papel das escolas agrícolas no desenvolvimento do meio rural. “Onde há uma escola agrícola, o mundo rural é diferente, pela formação de seus alunos e professores”, conclui.

Incentivo ao protagonismo

O presidente da Agptea, Fritz Roloff, afirma que a realização da Meta 2026 representa o incentivo ao aluno protagonista da ação ensino-aprendizagem.

“Significa abrir espaço na Expointer para que alunos possam participar da feira, fazendo suas amostras, relatando seus projetos de pesquisa, interagindo com a sociedade e, principalmente, conseguindo estabelecer uma troca de conhecimentos entre os múltiplos saberes ali presentes”, coloca Roloff.

De acordo com Roloff, entre os dez trabalhos apresentados durante a Expointer haverá uma classificação novamente para participação na Mostratec e em outras feiras fora do Brasil. Ressalta que cada escola estará representada por dois alunos e um professor.

O deslocamento dos docentes será custeado pela Suepro/RS e a Agptea oferecerá hospedagem e refeições aos alunos em sua casa no parque de Esteio.

“A Associação se sente honrada em poder oportunizar esses momentos de alto nível de troca de saberes e esperamos contribuir cada vez mais para que a pesquisa se torne o carro-chefe das nossas escolas agrícolas”, avalia Roloff.

Trabalhos classificados
- EEEM Ildefonso Simões Lopes, de Osório, com o trabalho “Desenvolvimento de um sucedâneo lácteo para cordeiros”;

- EEEM Getúlio Vargas, de Fontoura Xavier, com o trabalho “Defensivos e nutrientes alternativos na agricultura”;

- CET Zeno Pereira Luz, de Encruzilhada do Sul, com o trabalho “Alimentador automático com uso de placa solar”;

- EEEM Belizário de Oliveira Carpes, de Espumoso, com o trabalho: “Sistema integrado sustentável inteligente no cultivo de hortaliças”;

- ETE Visconde de São Leopoldo, de São Leopoldo, com o trabalho: “Biochar - transformando resíduos em sustentabilidade”;

- ETEC Canguçu, de Canguçu, com o trabalho: “Biofert:desenvolvimento inicial de oliveira Arbequina sob diferentes fontes e doses de bioinsumos”;

- EEProcar, de Carazinho, com o trabalho: “Biocurativos de queratina aviária: curativos naturais produzidos com a queratina extraída de penas de galinha”;

- EET Encruzilhada, de Maçambará, com o trabalho “Eficiência agronômica da cultura do trigo submetido a doses de fertilizante orgânico e químico”;

- ETE Fronteira Noroeste, de Santa Rosa, com o trabalho: “Uso do extrato etanólico de própolis como alternativa na desinfecção de ovos incubáveis:

- CAE Ângelo Emílio Grando, de Erechim, com o trabalho: “Utilização de ácido cítrico natural obtido de resíduos de frutas cítricas como ferramenta complementar no controle da salmonela em aviários.

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