Rural

Assim como em nível nacional, gado gaúcho teve semana de valorização

O preço em alta tem relação ao menor número de animais terminados a campo

O Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq fechou a R$ 390 no dia 3, o recorde real da série histórica do Cepea, iniciada em 1994
O Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq fechou a R$ 390 no dia 3, o recorde real da série histórica do Cepea, iniciada em 1994 Foto : Wenderson Araujo / Trilux / CNA / Divulgação / CP

O mercado do gado gordo no Rio Grande do Sul seguiu, nesta semana, a tendência de valorização que tem ocorrido também no cenário nacional.

O boi gordo comercializado a peso de carcaça foi a categoria que apresentou a maior alta, de 2%, seguido da vaca gorda a peso vivo, em 1,4%, segundo apurou o Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (NESPro), vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em sua Análise Semanal de preços do gado gordo e de reposição.

“As demais categorias permaneceram nos mesmos patamares de preços registrados na semana anterior. Esse movimento de valorização está associado, principalmente, à menor disponibilidade de animais terminados no estado”, justificou o NESPro.

“Com a saída dos rebanhos das pastagens de inverno, a oferta de bovinos prontos para o abate se torna mais restrita, reduzindo a disponibilidade de animais para atender à demanda da indústria frigorífica e contribuindo para a sustentação dos preços.”

O mercado de reposição também teve valorização nos preços, “acompanhando as expectativas positivas para o setor, em um cenário de menor oferta de animais para comercialização”, relatou o boletim.

“Mesmo com a presença de animais mais pesados nas negociações, as médias permanecem em patamares elevados, reforçando a valorização das diferentes categorias e mantendo aquecida a demanda nas feiras e remates”, complementou.

| Foto: Nespro / Divulgação / CP

Brasil

No país, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, na quarta-feira a oferta restrita de animais para abate e as escalas curtas sustentaram as cotações do boi gordo.

E o Cepea listou os incrementos de preços: no Norte de Goiás, a arroba subiu R$ 5, com negócios entre R$ 360/arroba (@) e R$ 375/@; em Cassilândia, o boi foi negociado entre R$ 370/@ e R$ 380/@; no estado de São Paulo, os negócios ocorreram entre R$ 385/@ e R$ 395/@, com lotes pontuais a R$ 400/@; no atacado da Grande SP, a carcaça casada bovina permaneceu estável, na média R$ 26,25/kg à vista.

Na reposição, a oferta reduzida e a dificuldade de aquisição de boi magro mantiveram os preços em patamares elevados.

“As cotações do boi gordo subiram de forma expressiva em outubro, sustentadas principalmente pela restrição na disponibilidade de animais terminados e pela demanda consistente por carne bovina, combinação que ampliou a disputa entre frigoríficos pela aquisição de matéria-prima”, acrescenta o Cepea.

A instituição menciona que na terça-feira, 3, a arroba seguiu se valorizando e o Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq fechou a R$ 390, “recorde real da série histórica do Cepea, iniciada em 1994" (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de setembro/26.)

“A dificuldade de encontrar lotes de animais prontos para o abate, associada à necessidade de manutenção das escalas de produção dos frigoríficos, favoreceu a sustentação das ofertas de compra e fortaleceu o poder de negociação dos pecuaristas.”

Variações na semana no RS

Boi gordo a peso de carcaça: + 2,0 %

Vaca gorda a peso vivo: + 1,4%

Terneira: +0,20%

Terneiro: +5,46%

Novilha: -0,69%

Novilho: +5,98%

Vaca invernar: +4,79%

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