O volume de chuvas no Rio Grande do Sul tem alagado diversas áreas e também prejudicado regiões rurais. Em Santa Bárbara do Sul, o produtor João Radaelli registrou os danos em uma lavoura de canola, onde a água começou a escoar e formou uma espécie de rio no meio da plantação.
“Mais de 200 mm de chuva torrencial na lavoura de canola, plantada na última época, bem estabelecida, mas com muitos danos”, declarou o agricultor, que possui 37 hectares de canola. “A área foi afetada no total”, disse.
“A gente planta com todo o zelo, com todo o cuidado, mas o evento climático muito extremo não teve o que segurou. Muita erosão, abriu um rio no meio da lavoura.”
Radaelli acredita que o problema ainda pode ficar mais grave devido às previsões de continuidade das precipitações no RS, na próxima semana.
“O que a gente tem a fazer, a não ser o manejo de conservação de solo, que acho que o produtor gaúcho, cada vez mais, vai ter que olhar, senão o investimento vai todo embora. Uma pena, mas já passamos por muitas dificuldades. Com certeza, vamos passar por essa também”, afirmou.
Nesta safra, o produtor investiu cerca de R$ 2,3 mil por hectare. Por enquanto, é difícil quantificara perda econômica. “É perdido um investimento de anos em adubação e correção de solo. A erosão leva embora a camada mais fértil do solo, onde ocorre um investimento de anos”, observou.
Problema de acesso
A Emater/RS-Ascar tem apresentado problemas para acessar as áreas rurais e fazer o levantamento dos prejuízos e também o auxílio a produtores. A chuva persistente, somada à falta de energia elétrica e de conexão à internet em muitos locais, vem dificultando o trabalho das equipes de profissionais. A Fetag, por enquanto, ainda não tem informação sobre a extensão das perdas.
