Rural

FPA defende subsídio ao diesel, mas pondera alerta para endividamento do governo

Ministério do Planejamento afirmou que o impacto fiscal continuará sendo coberto pelas receitas da exploração de petróleo

Preços do mercado mundial inviabilizariam produção
Preços do mercado mundial inviabilizariam produção Foto : Valtra/Divulgalção/CP

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defendeu a renovação, por um mês, da subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel, anunciada nesta terça-feira, 27, pelo governo federal. “É necessária. Sem a subvenção do diesel, estamos falando de diesel próximo de R$ 10, o que inviabiliza qualquer produção, qualquer cadeia produtiva. Mas estamos muito preocupados com o tamanho do endividamento do governo”, afirmou o presidente da FPA, deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR).

Em nota, o Ministério do Planejamento e Orçamento afirmou que o impacto fiscal continuará sendo coberto pelas receitas extraordinárias provenientes da exploração de petróleo. A estimativa da equipe econômica é de que a medida custe cerca de R$ 10,5 bilhões por mês.

Lupion destacou que o déficit primário acumulado da União é de R$ 94,87 bilhões, enquanto a dívida bruta do governo geral (DBGG) atingiu R$ 11,1 trilhões, o equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB). “Há um comprometimento enorme. E as promessas que foram feitas pelo governo neste segundo turno de campanha acabaram custando R$ 400 bilhões por ano. Essa conta o brasileiro vai ter que pagar”, afirmou.

“Não sabemos como isso será feito. A manutenção da nossa competitividade na produção agropecuária depende do custo do frete e do combustível. O governo vai ter que cuidar disso prontamente”, defendeu Lupion.