Um projeto de recuperação de nascentes desenvolvido pelo Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP), com apoio da CPFL RGE, já beneficiou diretamente 400 famílias em 27 municípios gaúchos. Com investimento aproximado de R$ 2,2 milhões, a iniciativa recuperou 350 nascentes e restaurou 197 hectares de áreas ambientalmente sensíveis. Para quem vive no campo, o trabalho representa melhores condições para a produção agrícola e mais tranquilidade diante dos períodos de estiagem cada vez mais frequentes.
“A água é um dos recursos mais estratégicos para o desenvolvimento das comunidades rurais. Quando recuperamos nascentes e fortalecemos sistemas produtivos sustentáveis, estamos promovendo benefícios que permanecem por muitos anos e impactam diretamente a vida das famílias e das futuras gerações”, explica a coordenadora de Meio Ambiente da CPFL RGE, Mônica Leite.
Entre as histórias construídas ao longo da iniciativa está a da agricultora Rosane Mondo da Rosa, moradora de Pinhal da Serra. Assim como outros participantes, ela acompanhou a recuperação ambiental de áreas que hoje ajudam a proteger a água e a biodiversidade dentro da propriedade rural. O caso representa uma das muitas experiências que mostram como a conservação ambiental pode produzir reflexos concretos na vida das comunidades rurais.
Na prática, os agricultores passaram a adotar medidas como o cercamento das áreas de nascente, impedindo o acesso direto dos animais, e o plantio de espécies nativas ao redor desses pontos. Como resultado, segundo a CPFL RGE, já é possível perceber melhorias na qualidade da água e na proteção dos solos, reduzindo processos de assoreamento e contribuindo para a recuperação gradual dos ambientes naturais.
Desenvolvimento
Em diversas propriedades rurais, o projeto impulsionou viveiros artesanais e a produção de mudas de espécies nativas cultivadas pelas próprias famílias agricultoras. O trabalho também aproximou produtores da cadeia solidária das frutas nativas, criando oportunidades de geração de renda associadas à conservação da biodiversidade. Ainda entre os resultados, estão a implantação de 10 meliponários para conservação de abelhas nativas e o desenvolvimento de 45 produtos associados à biodiversidade regional.
Ao longo da execução, foram realizadas 76 oficinas sobre conservação da água, restauração ambiental e produção sustentável, envolvendo mais de 2,1 mil participantes. O trabalho inclui capacitação, assistência técnica e acompanhamento contínuo das famílias atendidas.
Segundo as equipes que acompanham as ações em campo, já é possível observar o retorno gradual da fauna nativa às áreas restauradas. Aves, polinizadores e anfíbios voltam a ocupar esses espaços, transformando as nascentes recuperadas em pequenos refúgios de biodiversidade dentro das propriedades rurais.
Escassez hídrica
As regiões dos Campos de Cima da Serra, Altos da Serra, Planalto e Alto Uruguai concentram parte importante das ações. Em locais historicamente afetados pela escassez hídrica, como a comunidade de Enxovia, em Monte Alegre dos Campos, a recuperação das nascentes representa uma estratégia para aumentar a resiliência das famílias diante das mudanças climáticas e dos períodos de seca.
“Essa iniciativa integra a estratégia socioambiental da companhia no Rio Grande do Sul e reforça seu compromisso com a conservação dos recursos naturais, o fortalecimento da agricultura familiar e a construção de soluções capazes de gerar benefícios duradouros para as comunidades rurais”, informou a CPFL RGE.
Municípios contemplados:
1. Monte Alegre dos Campos
2. Esmeralda
3. Muitos Capões
4. Pinhal da Serra
5. Vacaria
6. São Francisco de Paula
7. Severiano de Almeida
8. Três Arroios
9. Aratiba
10. Erval Grande
11. Barra do Rio Azul
12. Itatiba do Sul
13. Barão de Cotegipe
14. Passo Fundo
15. Ciríaco
16. Caseiros
17. Tapera
18. Santo Expedito do Sul
19. Ibiaçá
20. Sananduva
21. Água Santa
22. Paim Filho
23. Vanini
24. São João da Urtiga
25. Tupanci do Sul
26. Lagoa Vermelha
27. Santa Cecília do Sul
