O mercado do boi gordo registrou, nesta semana, valorização em praticamente todas as categorias acompanhadas pelo Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (NESPro), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
“Esse movimento está alinhado à alta da arroba no Centro do país, que acaba influenciando diretamente as cotações aqui no Rio Grande do Sul”, destaca em sua Análise Semanal de Preços do Gado Gordo e de Reposição.
E na reposição o movimento também segue positivo, mas não foi uniforme o NESPro. O terneiro apresentou recuo, enquanto as demais categorias registraram valorização. “As altas no novilho e na vaca de invernar chamam atenção, por estarem mais diretamente relacionadas ao mercado do boi gordo e refletirem esse ambiente de preços mais sustentados”, esclarece.
Cotações no RS
Boi gordo a peso vivo: +1,3%
Boi gordo a rendimento de carcaça: + 4,5%
Vaca gorda a rendimento de carcaça: + 1,2%
Terneira: + 2,8%
Novilha: + 7,4%
Terneiro: – 3,0%
Novilho: + 11,5%
Alta no país
Já em nível nacional, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq, em seu Bom-dia do Boi Cepea desta quinta-feira, o mercado do boi foi firme na quarta-feira pós-Carnaval, com oferta restrita e escalas curtas, entre 5 e 8 dias. Nas regiões do Mato Grosso houve reajustes de R$ 5 a R$ 10/@.
Em São Paulo, os negócios saíram entre R$ 345 e R$ 350, com liquidez reduzida. O Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq fechou a R$ 343,90, acumulando alta de 5,20% no mês. Nas demais praças, como Pará, Tocantins e Rondônia, o cenário foi de estabilidade.
Exportações promissoras
Conforme o Cepea, a pecuária brasileira deverá exportar quase um terço de sua produção de carne em 2026. A projeção se baseia nos primeiros números deste ano em comparação aos de 2025.
“Calcula-se, com base nos dados do IBGE e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, que a parcela de carne enviada ao exterior em relação ao total produzido ultrapassa, pela primeira vez, os 30%, ratificando o bom momento da pecuária brasileira, com recordes de produção e também de exportação, sustentados pelo avanço da produtividade no campo, bem como pela baixa oferta mundial”, afirma o Centro.
“O crescimento do share da produção destinado ao mercado internacional vem contribuindo para a valorização dos preços da carne e do boi gordo no mercado doméstico, somado ao cenário de reversão do ciclo de produção e a um consumo interno mais aquecido a partir do segundo semestre do ano passado”, avalia o Cepea.
“O reflexo, neste início de ano, são estoques internos mais reduzidos, impactando toda a cadeia, escalas mais curtas e preços mais elevados do boi e da carne, seja no mercado interno, seja no mercado externo.”
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