O Rio Grande do Sul mantém o monitoramento interno e contatos permanentes com o serviço veterinário oficial de Santa Catarina em relação ao foco da Doença de Newcastle, confirmado no estado vizinho, em uma granja comercial de perus de Nova Itaberaba.
O caso já levou à suspensão de importações de produtos de toda avicultura brasileira pelo México e pela Malásia, e especificamente do setor catarinense por parte da China, da Arábia Saudita e do Chile.
“O Rio Grande do Sul é um dos estados que têm mantido a régua mais alta em relação à vigilância, atendimento, monitoramento de casos compatíveis com influenza e doença de Newcastle”, relata Rosane Collares, diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).
“Em princípio, não muda muito (a vigilância), porque já viemos trabalhando essa questão de monitoramento, de atendimento a notificações, o que chamamos aqui de tolerância zero”, acrescenta. Segundo ela, todo o sinal clínico compatível é investigado e amostras são enviadas ao laboratório de referência do Ministério da Agricultura.
Rosane destaca a boa relação com o serviço veterinário oficial de Santa Catarina na troca de informações sobre o caso. “Estamos em constante contato com eles, que têm nos passado as informações. Eles estão fazendo as vigilâncias e não encontraram, até o momento, segundo a última informação que tenho, nenhum caso compatível e também que leve a alguma situação de apreensão”, tranquiliza.
Distância
O fato de o caso detectado estar localizado a menos de 100 quilômetros da divisa com o Rio Grande do Sul também não é um agravante ou maior ameaça à avicultura gaúcha, na avaliação da diretora do DDA.
“Não tem alterado muito, porque seguimos atendendo todas as notificações. Nós seguimos com todos os nossos atendimentos”, reitera. Inclusive as casas agropecuárias do Estado seguem recebendo pintinhos para comercialização.
“Recebemos muitas aves de um dia de Santa Catarina para casas agropecuárias. Mas, perus, não recebemos. Como foi em uma granja de perus, reforçamos a vigilância nas casas agropecuárias, qualquer sinal compatível. Mas isso já vinha acontecendo, não é que fosse algo agora em função dessa situação e confirmação de Newcastle em Santa Catarina.”
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