Porto Alegre, 26 de Novembro de 2014

Resultado para Tag "Tom Cruise"



Amanhã, Sempre Acaba

Postado por CineCP em 2 de junho de 2014 - Por Marcos Santuario

O tema é recorrente. A velha e conhecida viagem no tempo está de volta em “No Limite do Amanhã”, longa de ação estrelado por Tom Cruise e Emily Blunt. Mas, justiça seja feita.  Volta de forma inteligente e, por vezes, muito inesperada. Alguns podem se enredar na trama que coloca o major Bill Cage (vivido por Cruise) de volta ao mesmo começo, quando a morte o encontra no front. Por isso a recomendação básica é ATENÇÃO. O longa dirigido por Doug Liman (mesmo diretor de “Identidade Bourne” e “Sr. E Sra. Smith”) traz Cruise no papel do oficial que nunca participou diretamente de um dia de combate quando é repentinamente destacado para uma missão suicida. Morto em alguns minutos, Cage agora se vê inexplicavelmente num túnel do tempo que o força a viver o mesmo combate brutal diversas vezes, lutando e morrendo de novo… e de novo. Mas a cada passagem Cage melhora e se torna capaz de envolver os adversários com uma habilidade maior, ao lado da guerreira das Forças Especiais Rita Vrataski (a linda Emily Blunt). E outra justiça seja feita, Cruise evolui também Passa de um marqueteiro babaca a um super agente no universo militar, com estratégia e coragem. Como se, saber do futuro e do regresso da morte, lhe conferisse as características necessárias para a transformação. E é assim que Cage e Rita assumem a luta contra os alienígenas, cada batalha repetida se torna uma oportunidade de encontrar a chave para aniquilar os invasores. Dentro do universo da Indústria Criativa, o filme está replicado ainda no jogo em 3D “Viva. Morra. Repita.”. Nele, o jogador controla o Bill Cage de Cruise, em uma batalha na praia contra os Mimics, grupo alienígena que invade a Terra. Liman dirige o filme a partir de um roteiro escrito por Dante W. Harper e Jez Butterworth e John-Henry Butterworth e Christopher McQuarrie, baseado na aclamada obra “All You Need Is Kill”, de Hiroshi Sakurazaka. Erwin Stoff produz junto com Tom Lassally, Jason Hoffs, Gregory Jacobs e Jeffrey Silver.  Na telona, a trama é envolvente, os efeitos especiais estão presentes e, no 3D, a profundidade e intensidade dão conta da adrenalina que permeia a história. Os alienígenas são mescla dos famosos aliens, de Ridley Scott com os moluscos de filmes de terror. A diversão é garantida. A reflexão é opcional.

Marcos Santuario

 



Tensão no limite

Postado por CineCP em 2 de junho de 2014 - Por Chico Izidro

Bill Cage (Tom Cruise) é um assessor de imprensa do exército, e se mostra um verdadeiro covarde quando é convocado para participar de uma batalha
contra alienígenas que invadiram a Terra. Então, a sua revelia, é enviado para o combate. E descobre que está preso no mesmo dia, que se repete
infinitamente em “No Limite do Amanhã”, direção de Doug Liman. Cage sempre morre em combate e acorda novamente, sempre no mesmo lugar. Aí
vai se dando conta que a cada renascimento vai adquirindo mais  conhecimentos e perdendo a covardia. Os fatos são sempre os mesmos, mas a
cada nova vida, Cage vai dando um passo adiante, recebendo o apoio da soldado Rita Vrataski (Emily Blunt), também presa no tempo como ele. O
nome do personagem de Cruise, Cage ou jaula em inglês, é como uma parábola da vida do militar, afinal, ele está preso num dia que se
repete. E o filme ainda recria a batalha como se fosse a invasão da Normandia no Dia-D. Mas ao invés de nazistas ocupando o território
europeu, temos alienígenas mortais destruindo a civilização.
“No Limite do Amanhã” bebe em dois bons filmes que também tem o dia repetido como tema: “Contra o Tempo”, com Jake Gyllenhaal como Colter
Stevens, em que ele tem oito minutos para tentar descobrir o autor de um atentado a bomba num trem, mas a bomba sempre explode. E ele volta e tem
mais oito minutos, até ir montando o quebra-cabeças e tentar desvendar quem plantou o artefato. E claro, o clássico de 1993, “Feitiço do Tempo”,
onde um repórter amargo e estúpido vivido por Bill Murray fica preso no tempo, condenado a vivenciar sempre os eventos do Dia da Marmota, o nome
original do filme. Na situação vivenciada por ele, começa a mudar os fatos, e até mesmo tornando-se uma pessoa melhor e mais sociável.
Então, “No Limite do Amanhã”, pegando elementos desses dois filmes, acaba sendo um bom filme, que claro, no início parece repetitivo, mas vai
ganhando ritmo e tensão em seu decorrer. E não temos Tom Cruise dando aquelas suas corridinhas clássicas.

Chico Izidro



Tiro pela culatra

Postado por CineCP em 1 de fevereiro de 2013 - Por Chico Izidro

“Jack Reacher – O Último Tiro”, dirigido por Christopher McQuarrie é baseado em romance do escritor Lee Child, e Tom Cruise não foi definitivamente uma boa escolha para o papel. Mas o cara manda em Hollywood. Reacher é um ex-fuzileiro naval, andarilho, e nos livros mede mais de 1,90m. Cruise tem lá seus 1,70m…mas o filme é feito para o ego do ator.

 O começo é promissor, com seus mais de cinco minutos silenciosos, onde um franco-atirador mata cinco pessoas, atirando de um estacionamento próximo a um estádio de beisebol numa cidade americana. O cara é pego e ao ser levado para a cadeia, leva uma surra dos outros prisioneiros. Será condenado à morte, e no leito do hospital, só pede uma coisa: “achem Jack Reacher”. E Jack é uma espécie de detetive, super-herói e fantasma, pois aparece e some dos lugares praticamente sem ser notado. E ao lado da advogada que ousou defender o criminoso, Hellen (Rosamund Pike , quase uma sósia de Catherine Deneuve), começa a se embrenhar no que descobre ser uma conspiração, onde um ex-detento russo pretende se apossar de uma empresa de uma das vítimas do massacre.

Tom Cruise já nos seus 50 aninhos, tira a camisa, faz posse, o seu par quase romântico, a bela Rosamund Pike, suspira a cada aparição dele…Reacher, em determinado momento, entra em uma danceteria e com seus alegados 1,70m parece ser bem mais alto do que as garotas presentes, que deliram à sua passagem. E no final apoteótico, ele se une a um velho soldado do Vietnã interpretado por Robert Duvall para liquidar os vilões numa pedreira. Poderiamos passar sem essa.

Chico Izidro



Rock em alta

Postado por CineCP em 31 de agosto de 2012 - Por Chico Izidro

O melhor período vivido pelo heavy metal foi nos anos 1980. Houve o surgimento de bandas significativas do gênero, como Metallica, Anthrax e Slayer. E na segunda metade daquela década o mundo foi assolado por bandas cujo visual e temática não se levavam muito a sério. Lá fora elas foram batizadas de glam metal, referência ao look copiado de David Bowie, com seus cabelões, batom e gloss. No Brasil, o estilo ficou conhecido como metal farofa. O centro do movimento era Sunset Strip, em Los Angeles, com seus bares e casas noturnas. Aquilo tudo escandalizou os conservadores americanos, que tiveram uma reação imediata: a perseguição aos músicos, que estariam corrompendo a juventude.

O musical “Rock of Ages”, que passou pelos palcos da Broadway, chega às telonas sob a direção de Adam Shankman. As músicas daquele período servem de condução para o romance bobinho entre a interiorana Sherrie Christian (Julianne Hough) e Drew Boley (Diego Boneta), que se conhecem no clube onde ocorriam as principais apresentações, o Bourbon Room, administrado por Dennis Dupree (Alec Baldwin) e seu parceiro Lonnie (Russel Brand e seu fortíssimo sotaque britânico). Ela, querendo ser cantora na efervescente Los Angeles, e ele sonhando em deixar de ser garçom e fazer sucesso com sua banda.

Baldwin e Lonnie, aliás, protagonizam uma das cenas mais hilárias do filme, quando dançam agarradinhos. Paralela ao namoro de Sherrie e Drew, aparece o drama que vive o músico Stacee Jaxx (Tom Cruise, perfeito em sua imitação de Axl Rose), que está deixando a sua mítica banda Arsenal, para começar a carreira solo, mas apesar de ídolo dos roqueiros, passa por um período de questionamentos. E também a batalha da esposa do prefeito, Patricia Whitmore (Catherine Zeta-Jones), claramente inspirada em Typer Gore, à época esposa do então senador Al Gore, depois vice-presidente dos EUA na gestão Bill Clinton, a mais árdua crítica e perseguidora dos grupos de heavy metal em 1987.  

As músicas se encaixam perfeitamente na trama de “Rock of Ages”. Somos brindados com pérolas do Journey, como Don’t Stop Believin, Foreigner e suas românticas Waiting for a Girl Like You e I What Know What Love Is, Scorpions com Rock You Like a Hurricane e até mesmo o Quarterflash, com Harden of My Heart. Não esquecendo que estas bandas não faziam parte do movimento farofa, mas suas músicas foram significativas à época. Já Def Leppard, Whitesnake e seu hino Here I Go Again, começaram hard rock, mas caíram de cara no estilo poser por causa de algus dólares a mais. E claro, referências explícitas a Guns N’ Roses, lembrada não só no personagem de Cruise, mas com a linda Paradise City, Motley Crüe, Bon Jovi, Twisted Sisters, que entra com I Wanna Rock e We’re Gonna Take It, e Poison.

O musical tem uma história simples, quase simplória. E isso não importa. O que importa é relembrar aquele período, que sim, pode ser chamado de ouro para o heavy metal. Mesmo aquele que não se levava a sério. E como é frequente, o casal protagonista acaba engolido peloa maior qualidade dos coadjuvantes. E três deles são Alec Baldwin, Catherine Zeta-Jones, ótima como a magoada Patricia, e Paul Giamatti como o cínico e mesquinho empresário Paul Gil.

A bonitinha Julianne Hough, vivendo Sherie, não tem cacife e nem voz – aliás, sempre irritante e esganiçada – para cantar as músicas de metal. Ficaria melhor em “Mamma Mia”. Diego Boneta, saído das fileiras da novelinha Rebelde, não compromete, mas lhe falta carisma.

Por Chico Izidro



Diversão com fôlego

 
“Missão Impossível 4: Protocolo Fantasma”, com direção de Brad Bird, é um filme divertido, que une diversos elementos esperados de uma superprodução que se propõe a ser puro entretenimento: um mocinho injustiçado, um vilão maluco, belas assassinas, muita ação, pitadas de humor e lugares exóticos (pelo menos para o mundo ocidental), com direito a uma tempestade de areia.

A trama tem início em uma prisão na Rússia, onde o agente Ethan Hunt (Tom Cruise), da ultrassecreta agência IMF, está preso. Após uma libertação com muitos socos e bordoadas, ele recebe a missão de entrar disfarçado no Kremlin para obter um material secreto. Vítima de uma armação, ele presencia uma explosão no prédio governamental russo e recebe a culpa pelo desastre. O pior é que o incidente é considerado um ataque terrorista e traz à tona velhas mágoas da Guerra Fria entre Estados Unidos e Rússia, dando um alerta a uma guerra nuclear.

Isso desautoriza Ethan Hunt frente à sua chefia e ao governo norte-americano, que dá início ao “Protocolo Fantasma”, ou seja, se a equipe de Ethan quiser agir, será por conta própria. Deixado sem recursos, Ethan tem que encontrar uma maneira de limpar o seu nome e o de sua agência e prevenir um outro ataque, que ele descobre estar sendo arquitetado por um maluco que deseja jogar uma bomba nuclear nos EUA. O vilão é vivido pelo ator sueco Michael Nyqvist, que ganhou notoriedade mundial pelo seu papel como um jornalista no filme, também sueco, “Os Homens Que Não Amavam As Mulheres”, da trilogia Millenium.

Para detê-lo, Ethan Hunt conta agora com a companhia de novos agentes. São eles Jeremy Renner, a bela morena Paula Patton e o comediante Simon Pegg (este, o nerd do grupo). Baseado na série para televisão de Bruce Geller, este filme investe bastante na parafernália tecnológica que dá suporte ao grupo e nisto lembra outra série de ação, a de James Bond.

Buscando um apelo cada vez mais internacional, “Protocolo Fantasma” não economizou em locações. Há cenas na Índia, na Hungria e na Rússia. Em Dubai, localizada nos Emirados Árabes, o agente Hunt precisa escalar o prédio Burj Khalifa, uma torre que está entre as mais altas do mundo. Inicialmente, a equipe pensou em construir um set que representasse uma parte do prédio, para Tom Cruise escalá-lo. Mas o ator quis escalar na própria torre, o que alterou todo o apoio logístico e contou com ajuda de gruas e outros aparatos de segurança. Nestas sequências, além das em que Cruise passa correndo à toda, o ator, que está prestes a fazer 50 anos, mostra que está em plena forma e ainda tem fôlego para levar a série a mais um sucesso.
Por Adriana Androvandi



Melhor de todos

Postado por CineCP em 1 de janeiro de 2012 - Por Chico Izidro

“Missão Impossível – Protocolo Fantasma”, de Brad Bird, é o melhor filme de toda a série de espionagem baseada no seriado dos anos 1970. Mesmo que Tom Cruise, como o agente Ethan Hunt continue correndo para lá e para cá, alucinadamente. Desta vez, sua trupe, que inclui a belíssima Paula Patton (a professora de “Preciosa”), é acusada de explodir o Kremlin, passando a ser perseguida por um incansável agente russo. Ao mesmo tempo, os agentes têm de encontrar o verdadeiro culpado, um cientista maluco que pretende provocar uma guerra nuclear entre os Estados Unidos e a Rússia.
O roteiro é bem costurado, mesmo deixando escapar alguns furos e umas facilidades de logística para os mocinhos. Numa cena, Cruise escapa de um hospital em Moscou, fica apenas de calça pelas ruas, e pelo caminho vai roubando roupas que cabem exatamente nele. As cenas são tão vertiginosas – a de Hunt pendurado no maior prédio do mundo, em Dubai, é de deixar qualquer um enjoado. Além de Dubai, onde vale a pena destacar também a cena da tempestade de areia, Missão Impossível – Protocolo Fantasma faz uma tour pela Rússia e pela Índia. E sim, Cruise pode fazer as loucuras mais acrobáticas e desta vez o herói sai machucado e bem machucado.
“Missão Impossível – Protocolo Fantasma “- aliás, o Protocolo Fantasma significa que o grupo de espiões entra numa missão e se for descoberto, o governo não reconhecerá a existência deles – lembra muito as aventuras de 007, por causa do turismo por vários países e a bela cena de abertura.

Por Chico Izidro