Crescimento acelerado: cooperativismo gaúcho se consolida em todos os setores, revela Ocergs
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Crescimento acelerado: cooperativismo gaúcho se consolida em todos os setores, revela Ocergs

Relatório do Sistema Ocergs sobre o cooperativismo gaúcho 2024 destaca a expansão e consolidação das cooperativas no Rio Grande do Sul

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Darci Pedro Hartmann, presidente do Sistema Ocergs: cooperativismo veio para ficar

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O cooperativismo, em sua essência, é um movimento social e econômico que une pessoas ou empresas em prol de um objetivo em comum. Um modelo de negócios que no Estado tem crescido a cada ano. É o que mostra a publicação Expressão do Cooperativismo Gaúcho 2024, elaborado pelo Sistema Ocergs – Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul. Os dados, que tem como ano base 2023, mostram que, cada vez mais, os gaúchos seguem vendo e buscando as cooperativas como oportunidade para o seu crescimento.

Dentre as 370 cooperativas estruturadas no Estado, o número de associados passou de 3,5 milhões em 2022, para 3,8 milhões. A geração de emprego foi de 75,9 mil pessoas e o faturamento de R$ 86,3 bilhões, um aumento de 3,3% em relação ao ano anterior.

“O modelo cooperativo está crescendo, de modo eficaz e eficiente, e está sendo uma resposta às alternativas econômico-sociais da população do Rio Grande do Sul. As pessoas se associam para que possam, em conjunto, trabalhar, cada vez mais crescer e ter suas demandas sociais e econômicas atendidas”, destaca o presidente do Sistema Ocergs, Darci Pedro Hartmann.

O dirigente destaca ainda a proposta do modelo, em que se trabalha para gerar mais sobras, cuja distribuição é definida pelos próprios associados em assembleias. “É um modelo que veio para ficar, no qual o associado faz parte do negócio, podendo ganhar e decidir onde será colocado o dinheiro do resultado que ele gerou”, observa Hartmann. No último ano, o crescimento nas sobras foi de 20%, chegando ao valor total de R$ 5,11 bilhões.

São sete os ramos que fazem parte do Sistema Ocergs: Agropecuário; Crédito; Saúde; Infraestrutura; Transporte; Consumo; e Trabalho, Produção de Bens e Serviços. “Todos apresentaram crescimento, mostrando que o modelo cooperativo de inclusão e desenvolvimento social tem sido a melhor resposta para que todas as pessoas possam crescer e se viabilizar”, destaca o presidente.

As cooperativas de crédito foram as que mais cresceram, registrando um faturamento de R$ 24,2 bilhões, valor quase 30% maior do que o registrado em 2022. São 86 cooperativas de crédito no Estado, totalizando três milhões de associados e 19,6 mil empregos gerados.

Para Hartmann, esse resultado se explica pela presença das cooperativas de crédito em praticamente todos os municípios gaúchos, dos menores aos maiores centros. “As cooperativas de crédito cresceram muito e a capilaridade delas é o grande diferencial, hoje elas estão onde a maioria das agências bancárias não está, e investem muito na relação com seu associado, enquanto as outras instituições financeiras investem na informatização e no atendimento não presencial.”

O agropecuário foi o setor com mais cooperativas – 95 estruturadas e 269,9 mil associados, e também o que mais gerou empregos - 39 mil postos de trabalho. O faturamento foi de R$ 48,6 bilhões, equivalente a 56,3% do faturamento dos sete ramos.

Ao mesmo tempo em que o cooperativismo gaúcho comemora este ciclo de crescimento e bons resultados, o Sistema Ocergs se mostra atento diante das consequências econômicas e sociais dos eventos climáticos severos que atingiram o Rio Grande do Sul nos últimos anos – desde a estiagem até as fortes chuvas. Para Hartmann, o momento é desafiador e o Sistema Ocergs trabalha na busca de recursos junto ao Governo Federal para a reconstrução a curto, médio e longo prazos. “O cooperativismo sempre fortaleceu o nosso Estado e a nossa união vai reerguê-lo”, acentua.

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