Todos os dias, milhares de caminhos são feitos na Praça da Alfândega, um dos espaços mais democráticos de Porto Alegre. O local recebe e acolhe quem por ali passar. Foi assim com o artesão Antônio Ferreira, mais conhecido como Kashowpa. Há mais de 30 anos, o artista faz parte da simbólica feira de artesanato da praça, que foi severamente atingida com a enchente de maio de 2024.
Nascido em São Francisco de Paula, na Serra do Rio Grande do Sul, o vendedor conta que mesmo depois de ter visitado diversos lugares, como São Paulo e Rio de Janeiro, foi em Porto Alegre, na Alfândega, que se sentiu em casa. Mas com a inundação, o cenário deixou de ser um lar para Kashowpa e seus colegas de feira. Além do prejuízo, pelas mercadorias perdidas, o anseio e medo de não poder retornar ao espaço aumentava conforme a água subia.
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*sob supervisão de Mariana Paz