Dando continuidade às atividades da 2ª edição da Semana Nacional de Sustentabilidade do Poder Judiciário, foi realizada, na manhã desta sexta-feira, uma visita técnica pelos participantes do evento ao Rio Guaíba e Delta do Jacuí, em Porto Alegre. Durante a visita, o grupo pôde analisar os impactos na região decorrentes do desastre climático das enchentes ocorridas em maio de 2024. A programação desta edição está sendo sediada no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).
A 2ª Semana Nacional de Sustentabilidade do Poder Judiciário é uma iniciativa promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio da sua Comissão Permanente de Sustentabilidade e Responsabilidade Social, e conta com o apoio dos 11 tribunais da Região Sul do país. O objetivo do evento é reunir os tribunais, entre os dias 12 e 13 de março, para debater o tema da sustentabilidade no Poder Judiciário brasileiro.
A visita desta manhã abriu o segundo dia do evento. A atividade foi realizada a bordo da embarcação Porto Alegre 10 por um grupo de cerca de 80 pessoas, composto por magistrados e servidores das Justiças Federal, Estadual, Trabalhista, Eleitoral e Militar; membros e integrantes de outros órgãos do Sistema de Justiça; além de participantes do evento do público externo como professores, engenheiros, arquitetos e outros profissionais especializados em sustentabilidade.
A atividade foi guiada por servidores da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), por representantes da gestão do Parque Estadual Delta do Jacuí e pela guia turística do barco Porto Alegre 10. Eles realizaram uma exposição técnica sobre as causas e as consequências do desastre climático de 2024 e como as ilhas do conjunto hidrográfico do Delta do Jacuí foram impactadas pelas enchentes.
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A juíza federal Rafaela Santos Martins da Rosa, que é a coordenadora do Comitê Gestor Regional de Sustentabilidade da Região Sul do Poder Judiciário e está atuando na organização do evento, falou sobre os objetivos da visita.
“A Semana de Sustentabilidade é um evento nacional, embora sejam os tribunais do Comitê Sul que estão organizando, nós recebemos muitos colegas de outros estados do Brasil como Amazonas, Rondônia, Maranhão, São Paulo, entre outros, e consideramos fundamental ter essa visita técnica para que eles consigam entender a dimensão do desastre que aconteceu em 2024 aqui no Rio Grande do Sul, mostrando as comunidades que foram impactadas e o que está sendo feito agora para a recuperação da região”, explicou a magistrada.
O conselheiro do CNJ Guilherme Feliciano, presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade e Responsabilidade Social, também participou da atividade e ressaltou a importância da visita como um momento em que os participantes podem ter uma vivência prática sobre as questões da sustentabilidade.
“A visita técnica tem objetivo nos fazer compreender como se deu a tragédia de 2024 que afetou tão gravemente o povo gaúcho e para que nós tenhamos uma perspectiva mais clara do que pode ser feito e como se caminhar para que isso cada vez mais se converta em consciência ambiental; assim, ao que me parece, a intenção final dessa visita técnica é despertar a sensibilidade das pessoas para a urgência da sustentabilidade”, completou.