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Vereadores de Canoas aprovam homenagem ao motoboy morto por atropelamento após acidente

O fato aconteceu em janeiro deste ano e comoveu amigos e familiares de Guilherme Joaquim da Silva; motorista do carro envolvido no acidente fugiu sem prestar socorro

A mãe do motoboy tem se envolvido em ações pela na região paz no trânsito
A mãe do motoboy tem se envolvido em ações pela na região paz no trânsito Foto : Gian Nunes / Câmara de Vereadores de Canoas / CP

Foi aprovado pela Câmara de Vereadores de Canoas o projeto de lei que denomina como Rua Guilherme Joaquim da Silva a via anteriormente identificada como Rua 42C, no bairro Guajuviras, em Canoas. A proposta é uma homenagem ao jovem motoboy de 19 anos, que morreu ao ser atropelado covardemente em janeiro deste ano, após bater a moto que pilotava em um veículo que seguia em alta velocidade pela avenida Boqueirão. O motorista do carro fugiu sem prestar socorro. A proposta é de autoria do vereador Ezequiel Vargas.

A votação contou com a presença de familiares, amigos, colegas de profissão e representantes de movimentos pela paz no trânsito. Em silêncio respeitoso, muitos seguravam pequenos patos de borracha, que é um símbolo que passou a representar a mobilização organizada pela mãe do motoboy desde sua morte.

"Hoje não se trata apenas de um projeto. Não é mais uma rua que vamos batizar em nossa cidade. Quem lembra do acidente sabe do impacto dessa história." O projeto aprovado não apenas oficializa a nova denominação da via, mas busca estabelecer um marco simbólico de conscientização. A justificativa do texto, segundo o vereador, destaca o caráter pedagógico da homenagem. "É um lembrete sobre os riscos da violência no trânsito e a necessidade de atitudes mais empáticas e responsáveis dos condutores."

A mãe, que preferiu não discursar, foi acolhida por todos os presentes. Ela tem se engajado em ações nas redes sociais e eventos públicos em defesa da paz no trânsito, tendo escolhido o patinho, que o filho carregava na moto, como símbolo de sua luta. "Ela conseguiu transformar essa dor em um movimento. E isso precisa ser reconhecido. Hoje, o nome do Gui se torna um ponto de memória em nossa cidade. Mas que seja também um ponto de partida: para um trânsito mais humano, para uma cidade mais consciente", completou o parlamentar.

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