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Arte gráfica como negócio: empreender no setor cultural no Vila Flores

No Vila Flores, artistas e empreendedores culturais encontram apoio, trocam experiências e crescem juntos

Artista trabalha com encomendas, exposições em feiras e produção de murais
Artista trabalha com encomendas, exposições em feiras e produção de murais Foto : Ricardo Giusti

Para quem busca empreender no meio cultural, o Sebrae aconselha que sejam implementadas algumas técnicas. Entre elas, participar de cursos, seminários, oficinas e buscar se manter informado sobre as tendências, tecnologias e atualizações da área. Além disso, ter uma rede de contatos e se integrar na comunidade local são pontos chave para garantir o bom desempenho. Desde que transferiu seu ateliê para o Vila Flores, há cerca de três meses, o artista gráfico Pablo Conde, tem se sentido bem amparado. “Existe um senso de comunidade muito grande aqui dentro. Tem artistas aqui do lado, arquitetos, ceramistas, tem de tudo. Então dá para crescer junto com as pessoas”, avalia.

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Pablo tem formação em design gráfico, área na qual atuou logo depois de se formar, antes de começar a expor trabalhos autorais e perceber que existia espaço no mercado da arte. Após 20 anos morando em Pelotas, onde ele considera que é mais conhecido como artista, veio a mudança para Porto Alegre em 2022. A instalação do ateliê no Vila Flores era um desejo antigo. “Me apaixonei pelo lugar quando vim fazer um curso e fiquei com isso na cabeça. Sabia que em algum momento eu ia parar aqui ou pelo menos frequentar sempre que pudesse. Juntou o quanto eu gostava do lugar com a oportunidade que surgiu e em uma semana eu já tinha fechado contrato e vindo pra cá”, relembra. Além de se sentir parte uma comunidade dentro da associação, ele também observa que o número de vendas e a procura e interesse pelas suas obras aumentaram.

Atuar em comunidade ajuda a empreender

Hoje o trabalho do artista se concentra em peças feitas por encomenda e outras exibidas em exposições e feiras, além da produção de murais para estabelecimentos comerciais. Vivendo da sua arte, uma das maiores dificuldades enfrentadas por Pablo é ter que promover e divulgar o próprio trabalho. “Tem gente que faz isso muito bem, mas para mim é um desafio”, comenta. Atualmente ele avalia a possibilidade de oferecer cursos para ensinar algumas das técnicas que utiliza. Isso funcionaria como uma expansão do negócio. “Comecei a pensar nisso, mas acho que tem que ter uma metodologia mais pensada. Isso é uma coisa que tu tem muita liberdade de propor aqui dentro e eles te ajudam”, conclui.

*Com supervisão da jornalista Karina Reif

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