A Biometano São Leopoldo inaugurou nesta quinta-feira, a segunda usina de biometano a partir de aterro sanitário no Rio Grande do Sul, desta vez na Unidade de Valorização Sustentável da CRVR em São Leopoldo, no Vale do Sinos. Com investimento de aproximadamente R$ 95 milhões, a planta reforça o papel do estado como referência na geração de energia limpa. A usina terá capacidade para produzir 34 mil metros cúbicos por dia de combustível renovável, volume equivalente a cerca de 6 mil botijões de gás de 13 kg por dia.
Já em operação comercial desde o final de junho e tendo a Ultragaz como a primeira cliente da operação, a unidade de São Leopoldo recebe resíduos de cerca de 58 municípios e integra um complexo que também conta com triagem de recicláveis e geração de energia elétrica a partir do biogás. Com a nova planta, a CRVR passa a contar com duas operações de biometano no Estado. A primeira foi inaugurada em Minas do Leão, em setembro de 2025. Juntas, as duas unidades terão capacidade de produção de 100 mil metros cúbicos por dia.
Para o diretor da Biometano de São Leopoldo, Rafael Salamoni, o Rio Grande do Sul possui condições estratégicas para se destacar no avanço do biometano no país. "Em setembro de 2025 inauguramos a nossa primeira planta de produção de biometano e hoje estamos aqui novamente inaugurando a nossa segunda unidade e ampliando a nossa contribuição para uma matriz energética. Com as duas plantas em operação, nosso próximo desafio é levar essa tecnologia para todas as unidades da CRVR, descentralizando a produção do governo do Estado do Rio Sul e ampliando a segurança e a autonomia energética, além de gerar empregos e desenvolver a economia local", afirma
A escolha de São Leopoldo tem caráter estratégico pelo potencial do polo industrial da região, ampliando as possibilidades de utilização do biometano em larga escala. O diretor-presidente da CRVR, Leomyr Girondi, ressaltou que as gerações precisam valorizar o futuro do planeta e, consequentemente, manter a preocupação com o meio ambiente. "temas que julgamos ser importantes para acelerarmos o desenvolvimento sustentável e a economia circular. A regulamentação da logística reversa de embalagens, o aproveitamento dos resíduos da atividade rural, e a sustentabilidade do serviço de limpeza urbana. A Biometano, que hoje inaugura, é a prova de que, sobre a liderança, incentivo e direcionamento do governo do Estado, estamos mudando rapidamente a forma como nos relacionamos com os impactos em relação ao meio ambiente."
O governador Eduardo Leite destacou que o RS possui uma grande demanda energética, com condições de geração e uso de resíduos. "A dimensão desse empreendimento não se mede apenas no valor que aqui tem aportado pela demanda de equipamentos, de tecnologia, de infraestrutura. A dimensão da relevância desse investimento vem justamente na oportunidade de contribuir com uma fonte de energia para a economia, especialmente por uma demanda industrial que precisa dessa oportunidade de descarbonização e de projetos que mostrem o quanto o setor público faz a sua parte para poder proporcionar um ambiente regulatório adequado, tanto dos processos de licenciamento, quanto das questões tributárias e de políticas de incentivo", finaliza.
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