Ensino

Ao rejeitar proposta do Executivo, Sindicato dos Professores de Canoas apresenta nova alternativa de diálogo

A categoria ataca especialmente dois pontos: a proposta vinculada a gratificação dos profissionais relacionada ao índice do IDEB e a reposição de 2% para 2028

Os profissionais da Educação da rede municipal de Canoas resolveram manter a greve, iniciada em 22 de abril, ao rejeitar alguns pontos da proposta apresentada pela prefeitura na última segunda-feira. Ainda mobilizados na busca por melhorias e valorização, os professores devem apresentar um documento com uma nova contraproposta ao Executivo na tarde desta terça-feira atacando especialmente dois pontos: a proposta vinculada a gratificação dos profissionais relacionada ao índice do IDEB e a reposição de 2% para 2028.

O vice-presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de Canoas (Sinprocan), Júlio Cesar dos Santos, explica que a categoria é contra a gratificação relacionada ao índice do IDEB. "Além disso, queremos a antecipação da reposição dos 2% para 2027." Santos admitiu que na última assembleia a categoria se mostrou dividida. Entretanto, ele garante que o movimento segue forte e mobilizado. "Alguns profissionais voltaram para as salas nesta terça, porém temos cerca de 65% da categoria muito mobilizada."

O vice-presidente do Sinprocan avalia a greve como positiva. "Avançamos muito em nossas reivindicações. Sobre a pauta das nomeações dos concursados, dos monitores para crianças atípicas, o piso do magistério que deve ser pago na folha de maio, a reposição da inflação – parcelada em seis vezes – e a questão do vale alimentação que a partir de agora será aceito não apenas em Canoas, mas nas demais cidades da Região Metropolitana."

EXECUTIVO DESTACA QUE PROPOSTA NÃO SERÁ RENOVADA

A Prefeitura de Canoas recebeu com preocupação a decisão dos profissionais da Educação de manter a greve, definida em assembleia na segunda-feira e reforçou que sempre manteve o diálogo aberto com a categoria. Administração destaca que proposta apresentada chegou ao limite possível dentro da capacidade financeira do Município.

A última proposta apresentada levava em conta o início imediato aos estudos e estimativas de impacto financeiro e fiscal para implantação dos incrementos remuneratórios como aumento real, de 2% até 2028, reajuste do Vale-Alimentação de 10 a 15% em 2027. Também a criação, até o final do exercício de 2028, de mecanismo de valorização dos profissionais da educação em sala de aula, mediante o uso do FUNDEB e condicionado a melhorias do IDEB e outros índices de crescimento do nível educacional dos alunos.

Além disso, o comprometimento em relação ao abono dos dias 15, 16 e 17 de abril, com a formulação de um pedido em conjunto com a representação jurídica do sindicato para submeter a homologação judicial no processo que examina a legalidade, ilegalidade e consequência da greve. Conforme o executivo, a proposta, definitiva e final, não será mantida ou renovada, uma vez que não foi aceita.

MOVIMENTO PAREDISTA JÁ ESTENDE AULAS ATÉ JANEIRO DE 2027

Com a continuidade do movimento paredista exigirá medidas de recuperação das aulas para o cumprimento dos 200 dias obrigatórios por lei. Para garantir o ano letivo de 2026, a proposta de reposição deve impactar diretamente os períodos de descanso. A projeção prevê a redução do recesso de julho para apenas dois dias e o avanço das aulas até, ao menos, o dia 12 de janeiro de 2027.

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