Em Assembleia Geral realizada na tarde desta quinta-feira, professores da rede municipal de Canoas rejeitaram a proposta apresentada na última quarta-feira pelo governo municipal e decidiram pela continuidade da greve da categoria por tempo indeterminado. Entre os 12 principais itens de reivindicação, os profissionais da educação lutam por reposição salarial, pagamento do piso nacional, nomeação dos aprovados no último concurso, contratação de vigilantes nas escolas e de monitores de inclusão.
O professor Jonathan Zotti da Silva, que está no comando de greve e é uma das lideranças da categoria, disse que as propostas apresentadas pelo Executivo ficaram muito aquém das reivindicações feitas pelos educadores, que esperam mais valorização financeira por parte do Executivo.
Segundo ele, as propostas não contemplam a todos. "É preciso reconstruir alguns itens e reajustar as propostas. Houve sim avanço, mas não o suficiente." Silva lembra que a luta é sim por questões salariais, mas também por mais infraestrutura nas escolas, mais pessoal, equipamentos em sala de aula e também pela qualidade na educação.
REPOSIÇÃO SALARIAL PARCELADAEM OITO VEZES FOI CRITICADA
Entre as propostas apresentadas pelo Executivo estão a criação de um grupo permanente de trabalho para a discussão de pautas da categoria, a ampliação do vale-alimentação para outras cidades a partir de 1º de maio, o pagamento do piso nacional do Magistério, também a partir do mês de maio, reposição salarial de 4,26% parcelada em oito vezes (sendo sete vezes de 0,5% de maio a novembro, e 0,76% em dezembro), abrangendo todos os servidores ativos e inativos. Em relação à revisão dos planos de carreira pelo enquadramento da Lei 15.326 de 2026, ficou definido que um esboço do novo plano deverá ser apresentado até o final de junho, mas deverá ser discutido em um grupo de trabalho à parte.
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