O acordo prevê que os dias parados entre 27 de março a 4 de abril não serão descontados e que seja discutida uma forma de compensar as horas não trabalhadas a partir do dia 5.
O presidente do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem, Técnicos, Duchistas, Massagistas e Empregados em Hospitais e Casas de Saúde do Rio Grande do Sul (Sindisaúde-RS), Arlindo Ritter, fala que os funcionários retornarão ao trabalho de imediato. Segundo ele, a negociação com a direção deve ser finalizada até julho, para que o reajuste proposto seja incluído no Orçamento do próximo ano da União.
Ritter frisou, ainda, que a população não chegou a ficar desassistida durante a paralisação, que envolveu 14 categorias, exceto médicos e dentistas. Conforme o GHC, porém, mais de 550 cirurgias eletivas foram canceladas devido à falta de pessoal. O presidente sindical insiste que o problema já ocorria antes da greve, por causa da falta de materiais.
O grupo compreende os hospitais Nossa Senhora da Conceição, Criança Conceição, Fêmina e Cristo Redentor, além da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Moacyr Scliar e 12 postos de saúde básica.
Servidores do Clínicas recebem proposta
Funcionários do Hospital de Clínicas, que fizeram paralisação de três dias no começo da semana, vão avaliar, em assembleia nesta sexta-feira, a proposta feita pelo sindicato patronal. Conforme Ritter, foi mantida a oferta de aumento real de 3%, parcelado em duas vezes, até janeiro de 2015. A categoria pedia reajuste de 4% retroativo. Também devem participar da reunião servidores de outros hospitais, como São Lucas da PUC e Ernesto Dornelles, já que a pauta envolve a convenção coletiva dos trabalhadores da saúde.
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