Rural

Agro deve puxar o PIB de 2026, segundo Fiergs

Entidade espera boa safra para gerar negócios, impostos e vendas de máquinas

Safra subsidia a expectativa de incremento econômico no RS e no país
Safra subsidia a expectativa de incremento econômico no RS e no país Foto : Wenderson Araujo / Agência Brasil / Divulgação / CP

Apesar de entraves como alto índice de endividamento, falta de crédito e de seguro, o setor agropecuário deve puxar o PIB do ano que vem e o Rio Grande do Sul, crescer mais do que o Brasil, segundo expectativa da Fiergs, divulgada nesta quarta-feira. Divergindo de projeções de entidades ligadas ao meio rural, que temem a estiagem no início do ano em função do fenômeno La Niña e a incapacidade de investimento dos produtores, o economista-chefe da Fiergs, Giovani Baggio, estima crescimento de 2,9% da economia gaúcha em 2026 e 1,9%, da brasileira. Ele se baseia na perspectiva de boa safra, superando 40 milhões de toneladas, com potencial de subsidiar a indústria de máquinas e equipamentos.

Com isso, estima que a agropecuária apresente aumento de 17,6% em 2026. Isso tende a sustentar segmentos industriais vinculados ao campo e contribuir para as exportações. “O PIB olha a quantidade e não o valor. Então, a quantidade produzida já ajuda o PIB e a gente tem o cenário de máquinas impactado também pelo crescimento (de grãos) no país e pela Argentina, que vendemos mais máquinas também”, destacou Baggio, lembrando que a estimativa é referente ao olhar híbrido do cenário. Porém, ele observou que a safra depende muito do clima e se, a previsão de boa colheita não se confirme, pode haver frustração deste contexto.

O presidente da Fiergs, Claudio Bier, acrescentou que, mesmo com produtores endividados, havendo o produto, a cadeia se desenvolve e gera negócios. “A soja que vender vai circular, gerar impostos e negócios. Tendo o produto, tem volume de negócios.”

Há ainda a expectativa de fechamento do acordo entre Mercosul e União Europeia que favorecerá vários setores, incluindo o agro, com abertura de mercados e também expectativa de importação de tecnologia de ponta, conforme destacou a entidade.

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