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Aumentam as exportações de carnes suína e de frango

Houve incrementos nos embarques dos dois produtos em abril e também no acumulado do ano

O mercado filipino segue como principal destino para a carne suína, com volume, em abril, 20,6% superior ao do mesmo período do ano passado
O mercado filipino segue como principal destino para a carne suína, com volume, em abril, 20,6% superior ao do mesmo período do ano passado Foto : Luiza Letícia Biesus / Embrapa Suínos e Aves / Divulgação / CP

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne suína e de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) cresceram em abril, ante o mesmo mês do ano passado, em 8,3% no caso da suína, e de 2,2% em frangos.

Assim como também aumentaram de janeiro a abril: em 14,2% para suínos e em 4,3% para os produtos avícolas. Da mesma forma, houve incrementos nas receitas de abril e do quadrimestre.

E carne suína, os embarques totalizam totalizaram 140 mil toneladas em abril, ante 129,2 mil em abril de 2025. A receita alcançou US$ 328,2 milhões resultado 8,8% superior ao obtido em abril de 2025, com US$ 301,5 milhões.

No acumulado do primeiro quadrimestre, os embarques chegaram a 532,2 mil toneladas, contra 466 mil toneladas de janeiro a abril de 2025. Em receita, o crescimento acumulado alcança 14,1%, com US$ 1,244 bilhão entre janeiro e abril deste ano, contra US$ 1,090 bilhão registrados no primeiro quadrimestre do ano passado.

Filipinas à frente

Entre os principais destinos em abril, as Filipinas seguem na liderança, com 35,9 mil toneladas embarcadas, volume 20,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em seguida aparecem Japão, com 16,6 mil toneladas (+131,9%), China, com 11,8 mil toneladas (-21,6%), Chile, com 11,1 mil toneladas (+22,8%), Hong Kong, com 8 mil toneladas (-34,3%), Vietnã, com 5,5 mil toneladas (+44,6%), Argentina, com 5,3 mil toneladas (-8,7%), Singapura, com 5,1 mil toneladas (-24,3%), Uruguai, com 4,6 mil toneladas (+12,7%) e México, com 4,4 mil toneladas (-40,3%).

“O fluxo internacional da carne suína brasileira segue bastante positivo em 2026, especialmente em mercados da Ásia, que continuam ampliando sua demanda por proteína animal. Observamos um avanço importante em destinos de maior valor agregado, como o Japão, além da ampliação das Filipinas como principal mercado para o setor brasileiro. O comportamento positivo em praticamente todos os mercados importadores reforçam as perspectivas positivas projetadas pela ABPA para este ano”, avalia o presidente da associação, Ricardo Santin.

Frango: mercados estratégicos

Os embarques em abril somaram 486,5 mil toneladas, o maior volume já registrado para o período, contra 475,9 mil toneladas no mesmo mês de 2025. A receita das exportações alcançou US$ 940,5 milhões, saldo 3,8% superior ao obtido em abril de 2025, com US$ 906,1 milhões.

No acumulado do primeiro quadrimestre, as negociações chegaram a 1,943 milhão de toneladas, superior à 1,863 milhão de toneladas de janeiro-abril de 2025. Em receita, o crescimento acumulado alcançou 6,1%, com US$ 3,704 bilhões entre janeiro e abril deste ano, contra US$ 3,492 bilhões registrados no primeiro quadrimestre do ano passado.

Entre os principais destinos das exportações brasileiras em abril, a China seguiu na liderança, com 52,2 mil toneladas embarcadas, volume 0,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em seguida aparecem Japão, com 42,3 mil toneladas (+13,1%), Arábia Saudita, com 35,8 mil toneladas (+5,2%), União Europeia, com 33 mil toneladas (+23,1%), México, com 27,1 mil toneladas (+50,2%), África do Sul, com 26,3 mil toneladas (-0,8%), Filipinas, com 24 mil toneladas (-10,7%), Emirados Árabes Unidos, com 19,1 mil toneladas (-52,7%), Coreia do Sul, com 15,5 mil toneladas (-10,2%) e Singapura, com 12,6 mil toneladas (+3,7%).

“O cenário internacional segue bastante dinâmico para a proteína animal brasileira. Observamos crescimento consistente em mercados estratégicos da Ásia, da União Europeia e da América Latina, além da ampliação de destinos de maior valor agregado. Ao mesmo tempo, há reacomodações pontuais em determinados mercados do Oriente Médio, dentro de um contexto geopolítico mais complexo para o comércio internacional de alimentos”, avalia Santin

Segundo ele, o desempenho acumulado do quadrimestre reforça a competitividade internacional da avicultura brasileira.

“O Brasil segue ampliando sua presença global com base em eficiência produtiva, segurança sanitária e capacidade de abastecimento. Mesmo com o conflito no Oriente Médio, o setor conseguiu realizar as entregas demandadas pela região, apoiando a segurança alimentar dos países do Golfo. Os resultados registrados até aqui confirmam as perspectivas de um fluxo internacional positivo para as exportações do setor em 2026”, destaca.

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