Apesar da suspensão temporária das exportações de produtos avícolas do Brasil para a China, a União Europeia, o México e a Argentina, por exemplo, o setor no Rio Grande do Sul tem estratégias alternativas para manter o escoamento da produção. O redirecionamento de mercadorias para outros estados e o uso de estoques são algumas das possibilidades sinalizadas pelo presidente da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo Santos, após a interrupção de desembarques no exterior devido a confirmação, no dia 16 de maio, da gripe Influenza Aviária em uma granja comercial na cidade gaúcha de Montenegro e no Parque Zoológico de Sapucaia do Sul.
“As empresas têm uma condição de estocagem para aqueles produtos que estavam sendo direcionados para algum mercado. Ao mesmo tempo, algumas das nossas empresas (do setor) têm ‘filhas’ e matrizes em outros estados que podem redirecionar também produtos para para serem exportados ou comercializados”, explicou, referindo-se que o momento é de apreensão e cautela devido os diagnóstico de H5N1 no Rio Grande do Sul afetar o fluxo comercial e o potencial das exportações.
O presidente da Asgav/Sipargs ressalta para a população que não há riscos para o consumo de carne de frango e ovos pois a Influenza Aviária não é transmitida por meio da alimentação. Além disso, destaca que está otimista em relação às ações de vigilância e contenção adotadas pelo governo do Rio Grande do Sul por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), iniciou as atividades de vigilância ativa e contenção. “Temos que seguir os protocolos e buscar a retomada (do setor) com certa agilidade”, sinalizou.
Santos acrescenta que ainda é precoce calcular perdas ou realizar projeções de prejuízos.
“Claro se isso perdurar, permanecerem as restrições por um período de 30 a 60 dias vamos sentir o impacto na exportação e então apurar quais serão as quedas, tanto em volumes quanto em receita cambial e dólares”, esclareceu sobre as consequências financeiras e de estocagem comercial.
Para finalizar, o presidente da Asgav/Sipargs, sublinha que a Influenza Aviária existe há décadas e que o Brasil tem um sistema robusto em biosseguridade.
