A complexidade do financiamento e a proteção no agronegócio foram debatidas no 2º Congresso Cerealista Brasileiro. Com mediação do diretor da Associação das Empresas Cerealistas Brasileiras (Acebra), Alex Novello, o debate reuniu especialistas como Josefina Camargo Stellbrink, da Agrosafe, Karina Andrade, da ItsSeg Company, e Ricardo Alves, da Farmtech.
Karina destacou o impacto das mudanças climáticas e de eventos extremos, como a enchente, no mercado.
“A tragédia no Estado gerou indenizações entre 6 e 8 bilhões de reais, um reflexo da magnitude dos desafios enfrentados pelo setor. Apesar disso, corretores e seguradores seguem acreditando na resiliência do agronegócio”, disse Karina Andrade.
Já Alves enfatizou a importância de facilitar o acesso ao crédito rural. “O produtor trabalha com capital de terceiros e precisa de soluções que antecipem suas necessidades. É essencial que o setor financeiro se aproxime do campo e ofereça políticas adaptadas à realidade do produtor”, afirmou.
Josefina abordou as opções de seguro disponíveis e explicou que o seguro de crédito protege contra inadimplência, enquanto o seguro garantia assegura o cumprimento de contratos, uma necessidade diante das dificuldades de acesso a crédito no mercado atual. O painel também reforçou a necessidade de soluções integradas entre tecnologia, crédito e proteção para garantir a sustentabilidade do agronegócio.
