Rural

Estado se prepara para encerramento do foco de gripe aviária

Fiscais realizam última vistoria na região de Montenegro antes de encaminhar autodeclaração de zona livre da patologia

Operação da vigilância sanitária inclui barreiras móveis em estradas na área, localizada no Vale do Caí
Operação da vigilância sanitária inclui barreiras móveis em estradas na área, localizada no Vale do Caí Foto : Seapi / Divulgação / CP

Equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDA/Seapi) realizam, nesta segunda-feira, 16, e terça-feira, 17, o último ciclo de visitas em propriedades no raio de dez quilômetros do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) em Montenegro, no Vale do Caí.

A vistoria, de acordo com a diretora do departamento, Rosane Collares, abrange 100% dos imóveis rurais existentes na área e ocorre na data em que se completa 30 dias desde a confirmação do foco, e às vésperas do encerramento do período de 28 dias de vazio sanitário, previsto para ocorrer na quarta-feira, 18.

Oito equipes atuam neste momento em Montenegro. Além da inspeção nas propriedades, barreiras sanitárias volantes estão em atividade nas estradas locais. A intenção de Rosane é concluir a operação até amanhã, tanto em razão da previsão de chuvas intensas quanto para dedicar a quarta-feira à produção do documento de autodeclaração do Estado como zona livre de gripe aviária.

“Estamos com cerca de 30 servidores para dar mais essa garantia (para o encerramento do foco). Amanhã (terça-feira, 17) tem uma previsão significativa de chuvas”, afirma a diretora.

O foco confirmado em uma granja de reprodução avícola, foi o primeiro caso de gripe aviária em estabelecimento comercial no Brasil. A ocorrência gerou bloqueio de parte das exportações da carnes de aves do país. Com o encerramento do vazio sanitário, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deverá comunicar a situação à Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa). O reconhecimento da entidade é fundamental para a retomada dos embarques.

Na avaliação de Rosane, o episódio contribuiu para ampliar o alerta dos produtores, comerciais ou de subsistência, para a atenção com biossegurança.

“Sempre que ocorre um fato novo, dá uma sacudida. As pessoas param, olham para dentro (das próprias granjas), olham para suas atividades e vêem o que podem melhorar. O fato de ter chegado na avicultura comercial é um um evento de grande relevância, principalmente para a iniciativa privada, para reforçar medidas de segurança”, diz Rosane, salientando a importância da avicultura para a produção de proteína animal para o Estado.

A diretora destaca ainda a realização de esforços de educação sanitária desenvolvidos na região, na qual estão instaladas duas granjas comerciais. “Uma delas foi a granja (com confirmação) positiva. A outra, por uma questão de segurança, optou por depopular”, lembrou. De acordo com Rosane, os dois empreendimentos mantém cuidados sanitários adequados. Nas criações de subsistência, as orientações educacionais reforçaram, por exemplo, a necessidade de recolher o excedente de alimentação oferecido às aves. “É um atrativo para chamar a atenção de aves silvestres, para que elas venham até as propriedades rurais”, explica.

Por fim, a diretora alerta para que os criadores permaneçam vigilantes.

“Estamos lidando com aves de vida livre. Então, não sabemos onde é que vai acontecer um próximo evento. Não se sabe aonde uma ave doente vai ter contato com aves sadias”, diz Rosane.

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