O Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) e parceiros internacionais apresentaram nesta terça-feira, 03, em Sanya, na China, uma agenda conjunta de pesquisa e cooperação para ampliar a sustentabilidade do comércio de soja e carne bovina entre os dois países. Entre as prioridades estão a rastreabilidade dos produtos, o financiamento para a adoção de práticas sustentáveis e a redução das emissões de carbono nas cadeias produtivas.
A agenda integra a Plataforma China–Brasil, criada pelo FGV Agro, pelo Centro de Pesquisa Agrícola Internacional da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas (CIAR–CAAS) e pelo Instituto Internacional de Pesquisa sobre Políticas Alimentares (IFPRI). A apresentação ocorreu durante o 8º Fórum Global de Líderes em Ciência e Tecnologia Agrícola (GLAST 2026), no evento paralelo “Scie4 Prosperity: Global South Dialogue”, e marcou também o lançamento do site da iniciativa.
Durante o GLAST 2026, o presidente da Fundação Getulio Vargas, Carlos Ivan Simonsen Leal, formalizou a ampliação do memorando de entendimento (MoU) entre a FGV e a Academia Chinesa de Ciências Agrícolas (CAAS), fortalecendo a cooperação entre as instituições.
Com foco inicial na soja e na carne bovina, a Plataforma conecta pesquisas e experiências dos dois países para apoiar decisões de produtores, empresas e governos. O objetivo é conciliar produtividade, conservação dos recursos naturais e segurança alimentar, além de estimular o comércio e os investimentos agrícolas sustentáveis.
“Para tornar essas cadeias mais sustentáveis, precisamos de soluções que façam sentido tanto para quem produz quanto para quem compra. Ao aproximar instituições de pesquisa do Brasil e da China, queremos reunir conhecimento científico para apoiar os produtores, orientar decisões e ampliar as oportunidades de comércio”, afirma Guilherme Bastos, do FGV Agro.
O site lançado no evento reúne publicações, materiais de referência sobre políticas públicas, notícias e eventos da Plataforma. Também funciona como porta de entrada para sua rede de membros, que oferece acesso aos resultados das pesquisas, participação nas atividades e apoio à apresentação de tecnologias e à identificação de parceiros nas cadeias de valor sustentáveis que conectam China e Brasil.
“A cooperação científica é essencial para tornar as cadeias de valor mais sustentáveis. A Plataforma aproxima pesquisadores, formuladores de políticas públicas e empresas do Brasil e da China para que possam desenvolver, juntos, respostas aos desafios que os dois países compartilham”, destaca Jieying Bi, do CIAR–CAAS.
