Uma força-tarefa mobilizada pelo Sebrae-RS conseguiu ampliar o número de produtos gaúchos com o Selo Arte e o acesso a novos mercados no país. Até o dia 6 de setembro, 58 novos produtos de origem animal de agroindústrias gaúchas conquistaram o Selo Arte, uma política pública federal que visa dar livre comércio aos produtos artesanais brasileiros, potencializando vendas e rentabilizando o produto. Com a ação, o Rio Grande do Sul passou a ter 110 produtos com o Selo Arte.
A iniciativa do Sebrae-RS veio em meio aos alagamentos que afetaram o Estado. Até então, a maioria dos empreendedores selecionados comercializava a produção em feiras e eventos, limitados por disporem apenas do Serviço de Inspeção Municipal (SIM). Com a catástrofe climática, os eventos foram cancelados ou transferidos, paralisando as vendas.
Emergencial
Produtores, com apoio do Sebrae-RS e da Associação Gaúcha de Laticínios (AGL) e de outras entidades, passaram a reivindicar ao Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa) a liberação para a venda a outros estados. O governo federal publicou a Portaria SDA/Mapa 1.114 em 15 de maio, autorizando o ingresso e comercialização de produtos de origem animal do RS em caráter emergencial pelo prazo de 90 dias.
Conforme a analista de competitividade setorial do Sebrae-RS e coordenadora de projetos de leite e derivados do Estado, Aline Balbinoto, a portaria ajudou no momento de emergência, mas era preciso garantir a comercialização e o acesso a novos mercados, já que os queijos gaúchos tiveram ótima aceitação no país. Foi então que se percebeu, pelas características dos produtos, que seria possível avançar com o Selo Arte, disponibilizando consultorias gratuitas para os produtores de queijos e doces de leite artesanais, para organizar e encaminhar a documentação.
“Chegamos a fazer reuniões com o Mapa a cada 15 dias. Trata-se de uma política inclusiva que permite salvaguardar receitas tradicionais e a manutenção dos saberes em produtos feitos de forma artesanal e local. O Selo Arte é uma política pública federal que iniciou suas publicações (ferramentas legais) em 2018 e que visa dar livre comércio aos produtos artesanais brasileiros. Com tudo o que ocorreu, através das consultorias Unio Subsidiadas, conseguimos fazer essa força-tarefa para entregar esse belo resultado", celebra Aline.
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