Rural

Governo oferece prazo para arrozeiros apresentarem proposta alternativa à importação do cereal

Segmento deverá elaborar sugestão que assegure preço acessível e atenda aos produtores até o próximo dia 27

Governo federal anunciou intenção de importar 1 milhão de toneladas de arroz e oferecer o produto com preço tabelado em R$ 4 o quilo
Governo federal anunciou intenção de importar 1 milhão de toneladas de arroz e oferecer o produto com preço tabelado em R$ 4 o quilo Foto : Marcelo Casal Jr / Agência Brasil / CP

A negociação entre governo federal e produtores de arroz do Rio Grande do Sul, no impasse sobre a importação de até 1 milhão de toneladas do cereal, pretendida pelo Palácio do Planalto, teve, na tarde desta quarta-feira, 18, um avanço em direção ao entendimento. Em reunião em Brasília, os ministros da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, acertaram com a direção da Federação das Associações de Arrozeiros do Estado (Federarroz) a apresentação de uma proposta para afastar a possibilidade de realização de leilão para aquisição do grão. A Federarroz tem prazo até o próximo dia 27 para entregar a sugestão.

De acordo com o diretor Jurídico da federação, Anderson Belloli, o plano deverá “equacionar dois pontos fundamentais: atender ao produtor, obviamente, e [assegurar] que o arroz fique com preço acessível à população brasileira, principalmente aquela mais vulnerável econômica e socialmente”.

Belloli acrescentou que o encontro foi avaliado como “muito positivo” pela direção da entidade. “Estabelecemos um diálogo. Enxergamos como um bom sinal”, acrescentou Belloli. O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, também compareceu à reunião.

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Os dirigentes da Federarroz desembarcaram na Capital Federal na terça-feira, dia 18, com o objetivo de realizar um roteiro com parlamentares e representantes do Executivo, em busca de uma solução para a divergência em torno da importação. O Palácio do Planalto alega que a compra do cereal seria necessária para enfrentar uma escalada especulativa de preço do grão, além de um eventual desabastecimento diante da catástrofe climática ocorrida no Rio Grande do Sul. O Estado responde por 70% da produção nacional de arroz. O projeto federal, anunciado no início de maio, também prevê o tabelamento do produto para o consumidor final, com preço de R$ 4 o quilo.

Ainda na terça-feira, enquanto o comando da federação seguia para Brasília, Pretto se reuniu com a direção do Sindicato da Indústria do Arroz no Estado (Sindarroz), do Sindicato da Indústria de Arroz de Pelotas e da Federação das Cooperativas de Arroz do Rio Grande do Sul. Embora sem resultar em uma decisão objetiva, como ocorreu nesta quarta, o diálogo foi definido pelo presidente do Sindarroz, Dudu Nunes, como uma “reaproximação com o governo”.