Rural

Nova safra gaúcha de uva terá quantidade e qualidade

Emater/RS-Ascar destaca o inverno e a primavera amenos, a manutenção do frio e de chuvas regulares para justificar a ampliação da produção em até 10%

A produção comercial esperada é de 905.291 toneladas nos 42.407 hectares de parreiras com destino ao processamento industrial e de 3.383 hectares ao consumo in natura ou mesa
A produção comercial esperada é de 905.291 toneladas nos 42.407 hectares de parreiras com destino ao processamento industrial e de 3.383 hectares ao consumo in natura ou mesa Foto : Paulo Lanzetta / Embrapa Clima Temperado / Divulgação / CP

A safra de uva gaúcha 2025/2026 inicia com expectativa de quantidade e qualidade, que são determinantes para projeções comerciais e para as famílias produtoras. A avaliação é da Emater/RS-Ascar. “O Rio Grande do Sul é conhecido pela sua produção de vinhos e sucos de uva.

A tradição cultural agregada à pesquisa, organização social e estruturação industrial instituíram a respeitável cadeia produtiva gaúcha de vitivinicultura”, ressalta a instituição no seu Informativo Conjuntural da semana passada. Neste momento os parreirais estão predominantemente na fase de maturação, período em que as condições climáticas impactam a produtividade.

Segundo levantamento da Emater/RS-Ascar, nesta safra, a produção comercial deverá chegar a 905.291 toneladas nos 42.407 hectares de parreiras com destino ao processamento industrial e ainda nos 3.383 hectares ao consumo in natura ou mesa. Assim, a atual safra deverá ser de 5% a 10% superior à passada, de 860.000 toneladas, considerada “normal”. “Essa estimativa não agrega produção de autoconsumo. Entretanto, há áreas de produção para processamento chamadas ‘coloniais’, que não são formalizadas”, esclarece.

Mais área

Nesta safra houve incremento de 2% na área, o que confirmou a tendência de ampliação como forma de repor os ambientes afetados por deslizamento em maio de 2024. E ainda ocorreu uma tendência de descentralização da produção e processamento para diversas regiões do Estado.

Conforme a Emater/RS-Ascar, a safra anterior já foi muito boa, inclusive superior à média de períodos considerados normais. “Foi possível repor os estoques de vinhos e sucos em relação às duas safras anteriores, que foram afetadas por condições climáticas extremas”, destaca.

“Desde dezembro, o desenvolvimento da frutificação indicava uma boa safra como resultado de inverno e primavera amenos, da manutenção do frio e de chuvas regulares. Evidentemente, o manejo atento das famílias produtoras é outro fator que favoreceu a cultura”, descreve.

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